Gilson de Rezendeh fala sobre o editorial clicado em Coney Island

Fotógrafo de Balneário Camboriú aproveitou a temporada em NY para produzir as fotos

Gilson de Rezendeh foi clicar uma campanha e acabou ficando quatro meses na Big Apple
Gilson de Rezendeh foi clicar uma campanha e acabou ficando quatro meses na Big Apple Foto: HENRIQUE SCHIEFFERDECKER

O fotógrafo Gilson de Rezendeh, 29 anos, acaba de retornar de uma viagem de estudos em Nova York. Na bagagem, aprendizados profissionais e pessoais. Nascido e criado em Balneário Camboriú, onde começou a carreira, Gilson fotografou um editorial exclusivo para a revista Donna. As fotos foram feitas no icônico bairro de Coney Island, no Sul do Brooklyn. Neste rápido bate-papo, ele fala um pouco sobre a viagem e o mercado de moda catarinense.

De onde veio a ideia para o editorial em Coney Island?

Era um refúgio quando eu queria sair um pouco da agitação da cidade. Esse bairro fica no Brooklyn, há 50 minutos de metrô do Centro de Nova York. Tem um clima lúdico e nostálgico. Muitas das atracões dessa praia existem há mais de 60 anos. E como se você voltasse no tempo. E foi todo esse clima que me inspirou pra fazer esse editorial.

Quanto tempo você ficou em Nova York? O que fez por lá?

Fiquei quase quatro meses. Fui para fotografar uma campanha e ficar 15 dias. Mas me interessei por um curso de filmmaking na ICP (International Center of Photography) e fiquei esse tempo fazendo o curso. E ainda fiz um making of do projeto The Joykers, da agencia Joy Model. Além de editoriais para revistas.

Qual o saldo dessa experiência?

Muito aprendizado e abertura da mente, desprendimento de velhos padrões. Contatos com pessoas de culturas diferentes o que lhe torna um ser humano mais aberto e tolerante. Contato com um ritmo e uma dinâmica de dia a dia que realmente fazem as coisas acontecerem.

Você está com 10 anos de carreira. Que mudanças você observa no mercado catarinense de sua área?

Um mercado buscando se aprimorar e melhorar em questão de conceito. Santa Catarina é um grande polo têxtil, mas não gera conceito e identidade. Na verdade, gostaria de ver o mercado com mais autonomia para criar e copiar menos, com uma linguagem fotográfica mais limpa, onde menos e mais. Quais os planos para o futuro? Continuar focado na minha carreira e novos projetos ligados a fotografia e ao vídeo. E continuar me especializando na produção audiovisual.

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