Nova fase: Camila Richter assume direção criativa da grife Liziane Richter

Foto: divulgação
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Leveza pode não ser a primeira palavra que vem à mente quando o assunto é couro mas, se depender de Camila Richter, essa é uma das principais definições para Liziane Richter, marca de roupas de couro que acaba de assumir como diretora criativa. O sobrenome não deixa dúvidas: Camila herda o posto da mãe, a própria Liziane, que criou a label há mais de 12 anos e agora passa o bastão para a filha, se dedicando mais à parte operacional da empresa. É da segunda geração de estilistas da família Richter a missão de expandir o alcance da grife, uma das mais conhecidas do Estado – e fora dele! – pelo trabalho com o material, que aparece em suas peças atemporais e contemporâneas. Segundo Camila, 70% das vendas da empresa acontecem fora do Rio Grande do Sul: se dividem entre o resto do país e o exterior. O projeto de exportação, que começou em 2015, já chega a oito países, entre eles Uruguai, França e Estados Unidos.

Camila, que cresceu em meio à empresa da família e estudou moda e marketing, conta que a área criativa sempre foi a que mais se identificou.

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– Amo dar cara nova para o couro. Dar para o material uma cara que não seja tão tradicional e quebrar os paradigmas do tecido. Quero transformá-lo em uma peça básica – conta.
E segundo a designer, as coleções de verão vendem tanto quanto as de inverno, principalmente as saias.

– É a prova de que é uma coisa dinâmica, você pode usá-lo em diversas ocasiões, tanto para trabalhar quanto para eventos sociais, muda um acessório, muda um sapato. Eu gosto de pensar que nossas peças são conceituais mas não tão conceituais a ponto de não serem usadas.

A aposta de Camila para a marca é atingir um público maior. Para isso, cores mais ousadas, mais peças disponíveis e uma pegada forte nos detalhes manuais. Entre as novidades, a etiqueta acaba de ganhar uma arara na Cartel 011, uma das multimarcas mais descoladas de São Paulo.

– Agora queremos falar com várias mulheres, as mais jovens e descoladas, as mulheres mais sofisticadas e elegantes, as que podem gastar menos, as que podem gastar mais. queremos que o couro seja um tipo de material que esteja no guarda-roupa de mais gente – explica.

Confiando no material que nunca sai de moda, a diretora criativa vê as peças como um investimento – e dos significativos, já que algumas chegam a custar R$ 2,5 mil.

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