Os riscos por trás de roupas e acessórios quando não usados adequadamente

Tudo é válido para ficar bonito?

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Foto: Divulgação

Ficar bonito pode ser caro, doloroso e cheio de consequências ruins para a saúde. Você pode pensar que ninguém merece ler algo assim em um domingo, mas é a verdade: a beleza tem um custo alto, seja pelo preço do que será usado para embelezar, seja pelas exigências que esses detalhes farão para serem mantidos. Não é à toa que especialistas de diversas áreas listam perigos nessas minúcias que muitos homens e mulheres usam todos os dias. Até mesmo aquelas que ficam escondidas sob a roupa têm sua cota de riscos. Nada, contudo, é impeditivo. Sempre há aqueles dias em que é preciso ficar mais arrumado e, quem sabe, dá para arriscar um pouco. Mas é bom saber o que virá dessa experiência.

1) Salto alto

Uma das regras silenciosas do mundo fashion é que a mulher precisa adotar o salto alto. Há quem a leve ao pé da letra e sofra, sim, as consequências. A fisioterapeuta Carla Carvalho Sanches garante que os problemas decorrentes do uso constante de calçados com saltos altos vão desde maior propensão a inchaços nas pernas até encurtamentos musculares da panturrilha e dos músculos do pé. “Outro prejuízo é que, ao usar o salto, ocorre uma alteração no posicionamento do quadril, acarretando um desalinhamento da coluna lombar.” A especialista garante que não há idade específica para que esse tipo de calçado possa ser usado, mas que os pais precisam estar atentos à adoção por crianças: os pés delas estão em formação e isso pode acarretar um molde errado do membro. As mais baixinhas correm mais riscos por quererem usar saltos ainda maiores do que as com maior estatura. Para aquelas que gostam das sandálias plataforma, uma boa notícia: “Nesse tipo de saltos, a sobrecarga da região do antepé é menor, o que diminui a tensão da panturrilha, minimizando os danos do uso”, explica Carla.

2) Calças apertadas

Quem nunca se sentiu vitorioso de caber em um jeans mais justo? Quem nunca, discretamente, abriu um botão da calça ao sentar, mas não trocou a vestimenta? Não pense que o esforço de não respirar bem é o único risco que uma peça assim traz. O angiologista Rodolpho Alves dos Reis alerta que roupas que apertam nas regiões da cintura e da pelve causam compressão das veias do abdome (veias ilíacas e cava), comprometendo o retorno venoso e forçando o sangue a se acumular nas regiões mais baixas. Isso causa sensação de peso, cansaço e edema nas pernas, além do aumento da quantidade de varizes naquelas pessoas suscetíveis. Segundo o médico, as roupas elásticas provocam menor dano por se adaptarem melhor às diversas posições do corpo humano ao sentar e ao caminhar. É preciso evitar roupas que deixem marcas na virilha e na cintura quando retiradas, principalmente em mulheres grávidas.

3) Gravatas apertadas

As mulheres não estão sozinhas nessa romaria de perigos envolvendo os itens do vestuário. A aparentemente inofensiva gravata pode, sim, causar problemas naqueles que a usa muito estreita. O angiologista Rodolpho Alves dos Reis explica que, ao comprimir as veias do pescoço (jugulares externas e internas), há comprometimento do retorno do sangue da cabeça e de outras regiões do corpo ao coração, onde deveria ser reoxigenado. “Isso pode causar tonturas, dores de cabeça e dificuldades respiratórias, principalmente nos obesos.” Gravatas apertadas, afirma o médico, não põem em risco o fluxo de sangue para a cabeça, mas sim a sua drenagem de volta ao tórax. “Alem de comprometer a amplitude do movimento do pescoço, levando à tensão muscular do ombro e das costas”, completa.

4) Calcinhas apertadas

O problema aqui é mesmo de querer usar algo que não cabe mais em você, certo? Parece óbvio, mas não é todo mundo que aceita isso. E, pior, nem todos têm condições de mudar o guarda-roupa por motivos de quilos a mais. Mas, no caso das calcinhas, esse risco não está sozinho. Além de não ser recomendado o uso delas fora do tamanho correto, o tecido também influencia. Quem assegura é a ginecologista Nilma Neves. De acordo com a profissional, aquelas de tecido sintético têm maior capacidade de reter a umidade natural da área genital, favorecendo o contato dos grandes lábios com fungos e bactérias. “O tecido mais indicado é o algodão. Ainda assim, ela não deve ser apertada, porque isso também causa maior umidade.” Outro perigo fashion são as calcinhas fio dental. Nilma explica que elas não protegem a genitália feminina, deixando-a em contato com outros panos. “Um jeans, por exemplo, não será lavado após o uso, como a calcinha. O fio dental faz com que a genitália tenha contato direto com esses tecidos”, exemplifica. Esses fungos e bactérias, avisa a médica, podem causar infecção, com coceira, corrimento e ardor. “Se não for tratada, essa infecção pode ascender para o útero e até mesmo causar infertilidade.”

5) Cuecas apertadas

Nesse ponto, a medicina ainda não chegou a um consenso. Apesar dos perigos envolvidos com a má circulação – os mesmos que podem acontecer em quem usa calças muito apertadas – , o risco para a fertilidade masculina ainda não foi, de fato, comprovado. O urologista Carlos Bezerra afirma que qualquer tecido pode aumentar a temperatura dessa área, ferindo o tecido reprodutor. Contudo, essa lesão não é garantia de problemas na produção dos espermatozoides. “Os estudos são controversos. Mas é óbvio que uma peça muita apertada causará desconforto.” O alerta do médico vai principalmente para os adolescentes. Como nessa fase o testículo se desenvolve e cresce, cuecas apertadas podem causar varicocele, que é a formação de varizes na região do escroto. Isso pode prejudicar o crescimento.

6) Brincos pesados e piercings

Aquele par de argolas incrível pode não ser tão legal ao fim da noite. A dermatologista Cristiane Dal Magro ensina que, se for por pouco tempo, não há problemas no uso de brincos pesados, já que o tecido se recupera desse estica e puxa. A situação muda quando isso passa a ser uma prática frequente. “Assim, ocorre tração do lóbulo da orelha para baixo, fazendo com que o orifício em que é colocado se estique, promovendo a deformação do lóbulo e do orifício, que, muitas vezes, é rasgado.” Casos mais leves, aponta, podem ser tratados com substâncias de preenchimento, como o ácido hialurônico e o ácido polilático. “Para casos mais graves, é necessária a reconstrução com cirurgia plástica.” Para os piercings, o cuidado é dobrado. Por ficarem, normalmente, em áreas mais úmidas e quentes, eles são mais propensos a causar infecções e devem ser monitorados quando provocam vermelhidão, calor local e secreção – primeiros sinais de processo infeccioso. Ter uma infecção, contudo, não significa perder a chance de usar uma joia no umbigo, por exemplo. É preciso monitorar e observar o processo de cicatrização. “Se a infecção for muito extensa, o piercing deverá ser removido e a área, devidamente tratada. E, se houver formação de queloide no local, é recomendado que não se coloque mais, ensina Cristiane.

  • Joana Lopes

    Bento! Está estressado? Imagino que sim, tens uma vida tão difícil! Ser comendador, xerife, mano, animal (seriado) e ficar de pelotas…só de citar já cansei!
    Infelizmente esse anti-energético não fez nem “tchum” para mim.
    Beijos para a Mari, vc e Olívia!

  • Patrícia Bittencourt

    Já bebi, mas achei um fato bem curioso: embora ele faça constar no rótulo uma série de ativos, quando analisamos a lista de ingredientes que o produto contém, a gente não acha todos na lista. O gosto é agradável, mas confesso que não senti absolutamente nada de diferente. Talvez se encaixe na categoria placebo drink.

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