Oscar 2016: Como se inspirar nos indicados a Melhor Figurino para o seu closet | Moda na Real

Tal qual uma arrebatadora coleção de moda, os cinco filmes que concorrem ao Oscar 2016 de figurino podem ir muito além de provocar suspiros fashionistas, tornando-se inspiração longe das telas, referência para o vestir de cada dia. Isso mesmo. Com uma dose extra de atenção e um punhadinho de boa informação, é possível identificar o que pode se tornar estilo para a “vida real”. Quer ver?

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Carol

Talvez o figurino mais fácil de virar moda cotidiana é o do filme Carol, de Todd Haynes, com assinatura da poderosa Sandy Powell, que, pela segunda vez, concorre a dois Oscar da categoria – o outro é por Cinderela. É boa ou não é esta especialista que já tem três estatuetas em casa? O filme se passa na Nova York dos anos 1950, dos mais expressivos para a moda e referência eterna de glamour graças ao New Look criado por Dior em 1947 e que se tornou um dos símbolos de estilo do período. O curioso é que não é no New Look e nas suas saias amplas com profusão de tecido e cinturas marcadas que Sandy se inspirou. Por se passar bem no comecinho dos anos 1950, ela olha para o visual mais contido e ajustado da década de 1940, principalmente para vestir a musa Cate Blanchett. Carol usa vestidos de alfaiataria que contornam o corpo, casacos de pele majestosos, casquetes e saias lápis e mídi em conjunto com casaquetos do mesmo pano, um tailleur de pura elegância. O que adotar?! Principalmente os vestidos e os conjuntinhos, que tem tudo a ver com os desejos do hoje.

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É bom também ficar de olho em Therese, vivida por Rooney Mara, que contrapõe o requinte de Cate com uma moda….digamos…mais descolada, mais fresca, inspirada pelo movimento beatnik do período, com mulheres vestindo calças, camisas, coletes, suéteres simplificados, sapatilhas, golas rulê, muito semelhante ao perfil de uma das personagens mais queridas do cinema, a Cinderela em Paris (1957) de Audrey Hepburn. Tipo adote tudo, principalmente os coletes alongados e as saias mídis.

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Cinderela

O segundo filme assinado por Sandy a concorrer este ano a melhor figurino, Cinderela, requer um olhar mais atento para adornar a vida real, já que se trata de uma fábula, não é mesmo?

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A dica é: olhe para a personagem de Cate Blanchett, altiva, majestosa, elegante – a própria figurinista sempre diz que Cate veste bem qualquer look (e alguém duvida?).

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Também inspirado pelos anos 1940, só que bem mais sofisticado, o visual traz vestidos de saias longas ajustadas e muito foco no colo, com decotes generosos e golas estruturadas. Claro que é impossível vestir uma roupa de tal impacto no dia a dia, se você não morar em um castelo, ok? Mas o que é extremamente inspirador é a cartela de cores, em instigantes tons de pedras preciosas, principalmente um verde esmeralda e amarelo-mostarda, perfeitos para usar já. Ah! Os acessórios, como colares, brincos e broches, são lindos para usar até com camiseta e jeans. Aposte!

 

Mad Max

Cansou do luxo? Quer algo mais “podrinho”? Vamos para Mad Max, com visual assinado por Jenny Beavan, também ganhadora de um Oscar da categoria por seu trabalho em Uma Janela para o Amor (1985). Renovando um já clássico do estilo, o visual utilitário, o filme nos brinda com excelentes ideais, mas ficamos concentradas na maravilhosa Furiosa, vivida por Charlize Theron.

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O visual dela é demais e tem tudo a ver com um movimento que vai ganhar força no inverno, inspirado por um estilo meio folk, meio militar, uma espécie de andarilho contemporâneo. O que tirar daí? As cores estonadas, as calças cargo ajustadas que remetem aos modelos usados também por motociclistas, e as botas pesadas, com fivelas e amarrações. Em tempo: esta calça é um dos novos essenciais do closet invernal.

 

O Regresso

E seguindo o perfil mais “pesado” a gente tem O Regresso, com um sempre impecável Leonardo Di Caprio, que vive um caçador envolto por….peles, é claro.

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E o que usar deste filme, com look assinado por Jacqueline West? Ora, peles, cara amiga, e fakes, por favor. Pense nisso no inverno: casacos de pele, principalmente em tons mais artificiais, como os aquarelados e os pastel, além dos neutros e dos de efeito rajado. Sem erro.

 

A Garota Dinamarquesa

E encerramos nossa saga fashion cinematográfica com A Garota Dinamarquesa. Com figurino assinado por Paco Delgado, retrata a história da primeira pessoa que fez a cirurgia de mudança de gênero, Lili Elbe (Edie Redmayne), nascida no corpo de um homem.

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Como se passa nos anos 1920, o figurino feminino tem como foco a silhueta típica da época, com tecidos vaporosos, cartela aquarelada, comprimentos mídis em linha H, com a cintura deslocada. Entretanto, a gente pede atenção especial ao personagem de Amber Heard, a dançarina de balé Oola Paulson, que, até por seu papel, veste uma moda mais audaciosa e extravagante, também característica do período, mas mais explorada pela classe artística, a “blogueira influencer” da época. E esse visual funciona muito hoje, com certa influência étnica, cores marcantes, turbantes, formas amplas, caftãs. Perfeito para mulheres que fogem ao padrão das tendências. Inspirador!

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