Primeira-dama chinesa é o novo ícone fashion do Oriente

Peng Liyuan fez carreira como cantora de hinos comunistas e nacionalistas

Foto: xx

Xi-Jinping é o homem forte do parlamento do país mais populoso do mundo, mas é sua esposa quem tem sido o alvo predileto dos holofotes. Ela tem 51 anos, silhueta enxutíssima e sorriso acostumado às câmeras.

A atenção que a primeira-dama chinesa Peng Liyuan tem despertado na mídia internacional e nos chineses em particular antecipa uma nova era no tratamento que o país asiático dedica à figura do presidente. O glamour da cantora, famosa no país desde os anos 1980 (muito antes de seu marido ficar conhecido), já é considerado um sopro de ar fresco na rígida política do regime comunista.

A primeira-dama Peng Liyuan é uma figura popular em seu país. Fez carreira como cantora de hinos comunistas e nacionalistas, desde a década de 1970 até 2008, quando se aposentou. Era uma presença conhecida de programas de televisão.

Peng adiciona valor à imagem de seu marido, que veículos de imprensa chineses dizem ser o único comunista que sabe “se vestir bem”. Elogios ao estilo da soprano inundaram os fóruns online chineses. Tudo o que ela usa some das araras em poucos dias. Peng só veste marcas nacionais. A bolsa de couro com que acompanhou o marido em viagem oficial à Rússia era da marca Exception de Mixmind, grife de luxo chinesa. Assim que a informação se espalhou pela rede, todas as bolsas parecidas com a de Peng evaporaram. Dias depois, a primeira-dama apareceu na África com um brinco de pérolas. Resultado: as ações da empresa de joias foram para as alturas – euforia semelhante à despertada pelas aparições de Kate Middleton e Michelle Obama quando o assunto é moda.

Durante décadas, as esposas dos presidentes chineses se mantiveram longe das atividades públicas de seus maridos, certamente pela imagem negativa da figura de Jiang Qing, atriz e terceira esposa de Mao Tsé-Tung. Jiang, que em comum com Peng tinha o passado artístico, foi julgada após a morte de Mao como parte do Bando dos Quatro, considerada culpada do caos da Revolução Cultural, e foi inicialmente condenada à morte, mas teve a sentença mudada para prisão perpétua. Ela se suicidou em 1991.

As últimas do Donna
Comente

Hot no Donna