Régis Duarte: a marca gaúcha que mistura arte e moda

Foto: Tiago Coelho/Divulgação
Foto: Tiago Coelho/Divulgação

O fascinante elo entre a moda e a arte provoca a mente criativa há décadas, resultando em parcerias e coleções memoráveis. E, alguns estilistas vão além nesse enlace provocativo, tornando-o uma premissa de seu trabalho, como é o caso do gaúcho Régis Duarte.

Desde sempre, Régis carimbou cada peça com um algo além do pano, em uma conversa artesanal com imagens e signos que transitam por outro universo que não o das araras. Simples para vestir e artístico na essência.

Foto Tiago Coelho/Divulgação

Foto Tiago Coelho/Divulgação

O estilista também está a frente, ao lado do fotógrafo Tiago Coelho, da Mascate, um espaço múltiplo de ideias com diferentes expressões artísticas, onde design e moda se mesclam, fugindo aos princípios convencionais de uma galeria.

Por lá, as obras são percebidas como parte do ambiente, com um clima de casa, como se o visitante estivesse em uma sala de estar. O espaço também conta com a Loja de Museu, onde estão à venda as obras expostas e as peças de coleções femininas e masculinas de Régis. Além de publicações, acessórios e outros mimos. É assim, simplificando a arte e sofisticando o pensamento de moda, que Régis tem deixado sua marca.

Foto Tiago Coelho/Divulgação

Foto Tiago Coelho/Divulgação

Porque a gente ama

Formado em moda pelo Instituto de Moda e Tecnologia de Nova York, Régis começou a criar camisetas que se tornaram um sucesso imediato na cidade americana, onde morou ao final dos anos 1990 e começo dos 2000. As peças tinham bordados exclusivos que conquistaram clientes e especialistas.

De volta ao Brasil, o estilista manteve essa essência artesanal, trabalhando com modelagens simples, imagens artísticas de impacto e técnicas de feito à mão, principalmente o crochê. O resultado? Uma personalidade singular, uma assinatura bastante forte – o que nos encanta de imediato.

Foto Tiago Coelho/Divulgação

Foto Tiago Coelho/Divulgação

Ele também promove encontros instigantes com sua roupa, como nesta temporada, quando reverencia o artista plástico Britto Velho – várias outras coleções já tiveram movimentos e autores como inspiração. Na linha Britto Velho, rostos se misturam às icônicas e expressivas mãos do artista, além de um pássaro e um gato ganharem destaque, se repetindo em camisetas e vestidos.

Em setembro, o trabalho do artista argentino Ariel de La Vega, que tem um aroma renascentista, mas bastante desconstruído, contemporâneo, será a pauta.

O que só a marca tem

Régis Duarte aposta em poucas peças por coleção, sempre com foco em modelos simples, básicos, como vestidos longos e camisetas. Os vestidos já se tornaram um clássico da marca, de malha, gostosos de usar.

Foto Tiago Coelho/Divulgação

Foto Tiago Coelho/Divulgação

As criações livres de excessos ganham alma singular graças às interferências, que acompanham a inspiração do estilista com alguns elementos recorrentes, como cores de impacto, aplicações e desenhos – tudo que pode remeter à arte. O crochê é outro recurso característico das peças, produzido por crocheteiras de Caçapava do Sul há 13 anos – ah! A marca é totalmente artesanal e slow fashion.

Resultado? De longe se reconhece essa imagem gráfica criada por Régis Duarte, que é realmente muito forte e torna os vestidos e as camisetas colecionáveis, como uma verdadeira obra de arte.

Nas redes:

Instagram: @barracocultural

Facebook: /barracoestudio/

Site: http://www.barracoestudio.com.br/

Onde encontrar:

Na Galeria Mascate (Rua Laurindo, 332, Santana, Porto Alegre)

No site

Leia mais:
:: Vem frio: conheça três marcas gaúchas que fazem tricôs quentinhos e lindos
:: Rafaela Tomazzoni: grife gaúcha cria coleções com tricô chique e atemporal
:: Marcas veganas gaúchas: roupas, acessórios e sapatos para conhecer já!

Leia mais
Comente

Hot no Donna