Rio Moda Rio, dia 1: a latinidade de Patricia Viera, o drama de Lino Villaventura e as estreias de Martu e Guto Carvalhoneto

Depois de dois anos sem Fashion Rio, a capital carioca volta ao calendário de moda nacional com uma novíssima plataforma que mistura desfiles, gastronomia e música. É o Rio Moda Rio, evento que começou oficialmente nesta quarta-feira com os desfiles de Patricia Viera e Lino Villaventura e a estreia da Martu e de Guto Carvalhoneto. Até sexta-feira, grandes nomes da moda como Mara Mac, Isabela Capeto, Andrea Marques, Osklen e Lenny Niemeyer apresentam suas apostas no belo e revitalizado Pier Mauá.

Antes, na terça-feira, um desfile-show marcou a abertura da nova semana de moda homenageando grifes cariocas que fizeram história. No topo da lista, inclua a colorida Yes, Brazil, que trouxe uma versão oitentista de Xuxa para a passarela – com direto do túnel do tempo – com direito a make carregada, cabelos loiríssimos e, claro, as botas brancas. A Company, que deixou todo mundo desejando uma de suas mochilas emborrachadas, ganhou releitura assinada pela Farm e pela Foxton. A noite ainda teve lembranças para a grife Maria Bonita e o estilista George Henri, cujas criações foram vestidas pela atriz Sílvia Pfeifer na passarela.

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Na abertura oficial, o que se viu foram jornalistas, comunicadores e convidados das marcas misturando-se ao público geral, que pode participar do evento mediante pagamento de ingresso. A novidade é apenas mais uma das que os organizadores prepararam para o Rio Moda Rio, que ainda inclui na programação palestras, como a que reuniu figurinistas da TV Globo para falar sobre moda de novela, e shows, com a apresentação de Johnny Hooker encerrando esta noite. Quer saber como foi tudo? Confira o resumão que preparamos.

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A Cuba 2.0 de Patricia Viera

Patricia Viera parece ter se rendido de vez aos encantos de Cuba – pelo menos no que diz respeito a silhueta sensual e colorida. Menos literal do que em seu desfile na São Paulo Fashion Week, desta vez a estilista apresenta uma latinidade mais fresh, bem ao estilo despretensioso das cariocas.

O inconfundível e delicado trabalho de Patricia com o couro está lá, e cada vez mais aprimorado em peças como a saia e a camisa com estampa que imita pixels, inspirada nos mosaicos da obra de Paulo Werneck. Pense em cores vibrantes, como o azul, o vermelho e o amarelo, vestidas por uma mulher que não tem medo de decote, barriga de fora e generosas fendas. E até tudo ao mesmo tempo agora.

 

O festão roqueiro da Martu

Com 10 anos de etiqueta recém completados, Marta Macedo estreia com o pé direito a sua Martu na passarela. Para a coleção apresentada nesta quarta no Rio Moda Rio, o que se viu foi a moda festa nada careta da grife ganhar ainda mais identidade com pitadas de glam rock.

Brilhos nada óbvios, como na calça flare, franjas mil (aposta desde já desta edição) e plumas estão entre os adornos que ajudaram a desconstruir e dar uma cara nova aos modelos, que tem tudo para fugir do clichê do dresscode. Olho também nas saias e vestidos fluidos.

 

 

Lino Villaventura e a terceira coleção da temporada

Lino Villaventura não para. Prova disto é o pique fashion do estilista, que emendou desfiles no Minas Trend, São Paulo Fashion Week e, agora, Rio Moda Rio, tudo em uma só temporada.

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O drama e o encantamento que vimos na semana de moda paulista, quando Lino e o fotógrafo de moda Miro transformaram a passarela em uma sessão fotográfica, permanecem. Aqui, os volumes ficam menos exagerados e abrem espaço a combinações como as leggings em couro colorido com os vestidos estilo poncho. Destaque também para a delicadeza dos bordados de Lino, como nos vestidos em que borboletas parecem pousar nos braços e nas costas da modelo. De encher os olhos, como não poderia deixar de ser.

 

Guto Carvalhoneto e a poesia do sertão

Mais um estreante no line-up deste Rio Moda Rio, o baiano Guto Carvalhoneto comemora os cinco anos de sua grife homônima com um retorno às origens – mais especificamente o sertão onde nasceu. Com referências que vão do cangaço ao glamour da elite carioca da década de 1940, o estilista colocou em cena uma performance nomeada Primeiro Grito, que incluiu vídeo e caracterização na passarela – uma “esquizofrenia criativa”, como define o próprio no material de divulgação.

Na passarela, as silhuetas ora esculturais, ora fluidas e de pantone mais sóbrio reforçam a atemporalidade que Guto propõe. Sem se ater a estações, ele nomeia suas coleções com números – esta foi a quinta, e que carrega no DNA a busca por uma moda menos efêmera.

 

O que vem por aí

Quinta-feira, 16 de junho
13h30min – Maria Filó (externo)
17h30min – Mara Mac
18h30min – Isabela Capeto
20h – Andrea Marques
21h30min – Alessa

Sexta-feira, 17 de junho
14h – Ivan Aguilar (externo)
16h – Osklen (externo)
18h30min – Blue Man
20h – Lenny Niemeyer
21h30min – The Paradise

 

*Fotos: Agência Fotosite, Divulgação

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