SPFW, dia 4: a estreia da Bobstore na passarela e os 40 anos de moda do estilista Lino Villaventura

Fotos: Agência Fotosite, Divulgação
Fotos: Agência Fotosite, Divulgação

Neste quarto dia de São Paulo Fashion Week, o line-up teve nomes consagrados como Gloria Coelho e Lino Villaventura, e também o retorno de marcas fresh como a Beira. Também foi dia de estreia: conhecida no varejo, a Bobstore fez seu début na passarela paulistana.

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Donna, claro, está na capital paulista e mostra os principais highlights do que rola por aqui. Acompanhe nossa cobertura nas redes sociais pela #DonnaNaSPFW e os vídeos com os melhores momentos da passarela no IGTV do nosso InstagramNo resumão a seguir, a gente te conta o melhor de cada desfile do dia.

Gloria Coelho e o olhar passado x futuro

Gloria Coelho segue revisitando o passado – inclusive, o próprio acervo – em seu inverno 2019. Batizada como De Volta às Origens, a coleção foi apresentada mais uma vez no auditório da Faap, local que serve como palco para os shows da estilista há algumas temporadas. Sem perder sua identidade, Gloria atualiza sua alfaiataria com ares futuristas – olha para o futuro, mas continua com o olhar atento às décadas passadas. Dos anos 1990, por exemplo, vêm os vestidos com bolas recortadas, uma possível referência à estética grunge. Já da década de 1960, vem os conjuntos e os vestidos em linha A.

O destaque fica para os casacos da marca: apostas que vão das capas a releituras do tradicional trench coat, além dos blazeres desabados. Pantalonas também tiveram vez na passarela. Na paleta de cores, tons sóbrios como o azul navy e o polar, preto, verde militar, caqui e vermelho, além do laranja.

 

Beira e a continuidade

Depois de estrear na 45ª edição da SPFW, a carioca Beira reforça na passarela sua moda atual, atenta a questões do agora, mas sem deixar de lado a própria identidade. A etiqueta é mais uma das novatas que não se preocupa em delimitar gênero para suas coleções: homens e mulheres desfilaram vestindo peças que poderiam, tranquilamente, estar em qualquer um dos sexos – o conceito do genderless, aliás, vem aos poucos ganhando força por aqui. A Beira também não se liga em lançar roupas para estações pré-definidas. A jogada da marca é investir em coleções que reflitam a sensação de continuidade. É como se, a cada nova leva de lançamentos, a Beira lançasse mais um capítulo de sua história.

Para esta edição, a proposta foi uma sequência de looks que transitavam por tonalidades de bege – ora pintadas à mão, outras por um processo de descoloração do tecido, chamado de “descarregamento”, que se baseia na lavagem para retirar o tingimento anterior. Lívia Cunha Campos investe em desconstruções de modelagens tradicionais – da camisaria tradicional, por exemplo, a estilista pega emprestadas referências para criar vestidos alongados. Também há casacos, jaquetas e macacões que brincam com volumes e proporções. Olho na composição dos tecidos: além das peças em puro linho, a Beira investe em um jeans reciclável, com garrafa PET na composição.

 

Lino Villaventura e as quatro décadas de moda

Lino Villaventura é daqueles que fazem do desfile uma verdadeira performance. Para comemorar seus 40 anos de carreira na passarela da SPFW, não poderia ser diferente.

Estavam lá os vestidos de festa confeccionados em tecidos encorpados, repletos de texturas e nervuras diferentes – que estão prontos para o aniversário da etiqueta com o up de bordados e pedrarias. Estes detalhes, aliás, estavam também nas peças com uma pegada levemente esportiva, como camisa e até jaquetas bomber, que foram febre há algumas temporadas. Olho também na composição de patchwork com tecidos diferentes, bem bacana. Na paleta de cores, o azul é o destaque, mas também há bordô e amarelo.

 

Bobstore e o western revisitado

De olho em um público mais jovem e atento às novidades do mercado fashion, a Bobstore estreia na SPFW com nova direção criativa. André Boffano (da Modem) e Sam Santos são as mentes por trás da coleção de inverno 2019 da marca, que mantém o apelo comercial enquanto mostra coleção que gera, sim, desejo na passarela.

Tudo por conta da inspiração western, que vem do período que a pintora Georgia O’Keeffe, considerada a mãe do modernismo norte-americano, passou no Novo México. O resultado são peças que misturam o clima boho com clássicos da etiqueta, como a alfaiataria e o tricô. São as tramas, aliás, que garantem boas surpresas, surgindo para equilibrar e dar um respiro ao mood cowboy. Franjas, assimetrias, cintura marcada e, claro, uma paleta repleta de tons terrosos completam a coleção.

 

O que vem por aí

Quinta, dia 25

14h30min – Victor Hugo Mattos (Projeto Estufa)
14h45min – Mipinta (Projeto Estufa)
16h30min – Two Denim
18h – Cotton Project
19h – Apartamento 03
20h – Handred

Sexta, dia 26

15h30min – Cacete Company
16h30min – João Pimenta (masculino)
18h – Piet
19h – Ratier
20h30min – Água de Coco

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