SPFW, dia 4: moda praia bem brasileira, estreia de grife minimalista e coleção inspirada em costureiras marcam a noite

Chegamos ao penúltimo dia desta 45ª edição da São Paulo Fashion Week. O dia teve dose dupla de beachwear, a estreia da Beira, a reflexão da Cotton Project e a passarela de memórias da Apartamento 03. Quer mais? Rolou até gravação para a novela das 21h, O Outro Lado do Paraíso, com Gloria Pires – a gente te conta tudo aqui!

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Donna, claro, está na capital paulista e mostra os principais highlights do que rola por aqui. Acompanhe nossa cobertura nas redes sociais pela #DonnaNaSPFWNo resumão a seguir, a gente te conta o melhor de cada desfile do dia.

Lenny Niemeyer e a praia brasilis

Moda praia tipo exportação, com identidade e estilo: a coleção de alto verão de Lenny Niemeyer reforça a autoralidade e o frescor da etiqueta mais uma vez. A estilista investe em um beachwear sofisticado, inspirado nas “Riquezas Naturais do Brasil”. O resultado são peças como maiôs de gola V decorados ora com franjas, outras com grandes drapeados que reforçam a elegância da etiqueta. Olho também na bela alfaiataria da marca, que investe em peças como os macacões de shape soltinho. A paleta traz cores como o palha como vedete da vez, além de tonalidades iluminadas como o laranja, o amarelo, o azul e o lilás. Olho também na parceria de Lenny com a Arezzo, com um sapato em variações de off white, bege e tabaco.

 

Salinas e o resort praiano

Bem-vindas ao Salinas Club Hotel, aquele resort delicioso de férias em que só temos uma preocupação: virar de vez em quando para garantir o bronzeado uniforme. Os maiôs listrados as garotas que dançaram na abertura do desfile dão o tom: o verão da etiqueta é leve, fresco e divertido. Sem dúvida, a estampa da vez são as listras, que dividem espaço com referências como os drinks para beber à beira da piscina, ou as retas de quadra de tênis e frescobol em tamanhos gigantes. Os maiôs são de corte reto – alguns, em estilo nadador, outros repletos de recortes. No lugar da tradicional saída de praia, versões GG da camisa do uniforme de tênis – as golas polo, aliás, aparecem para dar graça inclusive a decotes tomara que caia. Uma moda praia despretensiosa e cool.

 

Beira e o minimalismo cru

Mais uma das marcas estreantes desta SPFW, a carioca Beira, de Lívia Cunha Campos, têm como premissa manter a continuidade em suas coleções. Isso significa que todas as peças com pegada minimalista e crua que vimos na passarela da marca conversam com as coleções anteriores da etiqueta, criada em 2014. Sem se ligar a gênero ou a estação, a Beira investe também em tecidos com fibras naturais, e prioriza fornecedores brasileiros. Um dos destaques é o jeans confeccionado com algodão, PET e seda ecológica, de tecelagem artesanal produza com processos de reaproveitamento do casulo do bicho-de-seda. A paleta de cores – das cruas aos avermelhados e marrons – é garantida a partir de tingimento com extratos vegetais. Chama a atenção a modelagem com pegada funcional – com bolsos utilitários exagerados, por exemplo -, que brinca com proporções e volumes.

 

Cotton Project nos leva ao campo

Mais do que moda, a Cotton Project investe em um lifestyle. E, a exemplo da última temporada, em uma reflexão: “se você pudesse se livrar das suas obrigações e começar uma vida nova, como ela seria? Primeiro, com mudanças comportamentais: a marca propôs ideias como o vegetarianismo, a tecnologia usada de forma equilibrada e o relacionamento mais saudável com a própria ansiedade. Mas também passa pela área estética – e, claro, da moda. A saída seria um estilo de vida que esteja em mais contato na natureza, e isso se traduz na coleção que remete ao universo rural, com um quê western. Para além dos tons terrosos, o clima de interior aparece já nos chapéus. Coletes em camurça, calças em veludo cotelê e sarja dividem espaço com jaquetas estampadas. Os couros naturais – como o de vaca – ganham protagonismo em aplicações de casacos e até inteiriços em coletes. A pelúcia sintética também tem vez para trazer aconchego. Quem também ficou com vontade de se mudar para o campo?

 

Apartamento 03 e a memória das costuras

Luiz Cláudio Silva é daqueles estilistas que podem contar sobre a infância em meio a agulhas e linhas. É justamente sua memória afetiva dos dias de pequeno em meio a grandes mulheres costureiras da sua família que inspira o inverno da sua Apartamento 03. Quase que como um agradecimento, o estilista mineiro transforma as lembranças na bela coleção que encerrou este quarto dia. A alfaiataria primorosa de Luiz ganha contornos modernos, com um quê de androginia, com bordados que lembram as linhas de costura. Blazeres surgem com recortes no lugar da lapela, em um trabalho de desconstrução, enquanto coletes em formatos mais alongados fazem as vezes de vestido, sempre em comprimento mídi. A cartela de cores é noturna, tudo a ver com o nome da coleção: O Baile das Memórias. Na estamparia, mais um detalhe querido: as rosas bordadas são uma referência a tia-avó de Luiz, considerada a mulher mais bem-vestida da família.

 

 

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