SPFW, dia 5: Com Fernanda Lima na passarela, coleções vão das Olimpíadas aos anos 1980

No dia mais cheio de maratona fashion – os desfiles começaram às 10h e terminaram às 21h -, a São Paulo Fashion Week contou com o lançamento de mais uma aguardada parceria entre estilista reconhecido e fast fashion, Lethicia Bronstein e Riachuelo. Mas também foi palco de espetáculos daqueles que só as semanas de moda proporcionam, como mais uma teatral apresentação de Lino Villaventura.

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Separamos os melhores momentos desta quinta-feira e penultimo dia de SPFW. Vem ver:

O que já rolou na Bienal
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:: No 4º dia, a moda festa impecável de Samuel Cirnansck e as rendas bordadas de Reinaldo Lourenço

Lethicia Bronstein e as mil e uma rendas

Depois de nomes como Donatella Versace, Oskar Metsavaht, da Osklen, e Pedro Lourenço, a parceria da vez da rede de fast fashion Riachuelo é com Lethicia Bronstein. Quem é fã da moda festa bem girlie da estilista vai encontrar versões mais em conta de seus famosos vestidos curtinhos e acinturados – que prometem sumir das araras rapidinho. Marca registrada da grife, as rendas chantilly e guipure aparecem em meio a muito preto, off-white, fúcsia e azul – e também florais e animal print.

Mas, para a linha-cápsula, Lethicia foi além e investiu também em peças mais casuais, como camisetas, shorts e calças. Saias mídis ajustadas ao corpo dividem espaço com os comprimentos míni, maioria absoluta na passarela. Destaques também para as jaquetinhas de renda com inspiração esportiva, ideais para aqueles dias mais fresquinhos. A coleção completa chega às lojas nesta sexta-feira com preços entre R$ 49,90 e R$ 399,90.

 

Gloria Coelho e os nórdicos

Depois de várias grifes internacionais se encantarem com o universo do seriado Game Of Thrones e criarem suas interpretações para a passarela, foi a vez de uma marca daqui buscar inspiração na trupe de Jon Snow e Khaleesi para seu inverno 2016. Mas nada de fantasia, viu? Menos conceitual, as peças apresentadas por Gloria Coelho têm tudo para sair da passarela direto para o closet das fãs da marca. Na cartela de cores, muito preto (claro!), off-white, vermelhos e metalizados.

Entre as muitas peças em couro apresentadas, destaque para os vestidos longos e as saias na altura do joelho, comprimento que pouco foi visto nesta temporada – dominada pelo mídi e por modelos até o tornozelo. Especialidade da estilista, os casacos também ganham destaque por conta da vibe sporty, que tem aparecido bastante durante a SPFW. Para deixar camisas e casacões ainda mais quentinhas e invernais, peles usadas como estolas, boleros e golas aquecem e dão estilo às produções com tons escuros

 

Fernanda Yamamoto e as rendeiras de Cariri

E quem disse que não dá para se emocionar com moda, hein? Fernanda Yamamoto arrancou lágrimas da plateia ao trazer para a passarela algumas das 77 rendeiras da Paraíba que inspiraram – e ajudaram a fazer! – sua coleção de inverno. A estilista viajou oito vezes até Cariri, cidade paraibana que concentra grupos de mulheres especialistas na renda renascença, para conhecer um pouco mais da vida e do trabalho delas. O resultado não poderia ser mais bonito: as próprias foram aplaudidas de pé enquanto vestiam as peças que criaram em parceria com a estilista ali, no palco da semana de moda mais importante do país.

O resgate e a valorização do trabalho artesanal se refletiu também na delicadeza da coleção – que começou com peças tramadas em tons terrosos, referência ao chão batido das casas da região. Tiras de feltro sobrepostas deram cor e textura a vestidos e casacos, enquanto saias de seda ganharam lavagem em degradê. A silhueta do inverno da grife é confortável e quentinha, repleta de tricôs com tramas que lembram redes de pesca. Na cartela de cores, os terrosos, lilás, rosados e tons pastel.

 

Juliana Jabour e o sporty 80`s

Que Juliana Jabour adora colocar muita cor em suas coleções, a gente sabe. Mas e quando o tema e seus amados anos 1980, hein? O que se viu na passarela da estilista – comandada pela apresentadora Fernanda Lima – foi um retorno as origens para a década que sempre a inspirou.

Pontuada pelo vermelho, azul, preto, branco e amarelo, as peças brincam com grafismos e formas geométricas como estampa para os vestidos curtinhos de seu inverno 2016. Na vibe tudo ao mesmo tempo agora, Ju Jabour ainda apostou nas franjas para dar movimento – as jaquetas de couro com mangas e costas franjadas estão entre as peças mais bacanas do desfile. A alfaiataria, que vem aparecendo ha algumas coleções da marca, aparece nas pantalonas listradas, promessa de hit da grife. Nos acessórios, criados em parceria com a marca catarinense Lez a Lez – da qual Ju é diretora criativa desde o início do ano -, destaque para as bolsas-saco quadriculadas e as botinhas de salto tratorado.

Lolitta e suas guerreiras medievais

Foi em uma visita aos museus de Praga que a estilista Lolita Hannud se impressionou com armaduras medievais. É na passarela da grife que as mulheres viram guerreiras, vestidas de preto, dourado e prateado.

Plissados, fendas generosas e muito brilho são as apostas da Lolitta para o inverno 2016. A silhueta é marcada, seja pelas modelagens ajustadas ao corpo ou pelos cintos que evidenciam a cintura por debaixo dos casacos pesados.

 

Lino Villaventura e a auto-referência

Com 38 anos transforma ideias em algumas das mais icônicas criações da moda brasileira, não é de admirar que Lino Villaventura tenha resolvido buscar no próprio trabalho a inspiração para seu inverno 2016. Com a dose de teatralidade que lhe é característica, o estilista fez uma releitura nada óbvia da silhueta feminina, que aparece mesmo em pecas soltas como as parkas que dominaram a coleção.

Na passarela de Lino, leggings fazem as vezes de meia-calça para acompanhar vestidos assimétricos, feitos com tafetá metálico. Há espaço até para uma noiva com véu, grinalda e todo o drama a que o estilista se dá direito.

 

Osklen e as Olimpíadas

Conforto é a palavra-chave do inverno da Osklen, que vem com silhueta solta e elegante. A ideia é fazer uma incursao pela Grécia das primeiras olimpíadas, e por isso a cartela de cores se concentra nas cinco cores dos anéis.

Nada literal, a vibe esportiva da coleção se traduz em moletons com apelo chique. Tecido da vez, o veludo molhado vira protagonista em conjuntos de abrigo soltos, vestidos longos e macacões. Ainda ha espaço para a estamparia, uma releitura das coroas de louros que o deus Apolo trazia na cabeça – assim como todos os modelos que cruzaram a passarela.

 

O que ainda vem por aí

Sexta –feira (23/10)

10h – Giuliana Romanno
11h30min – Patricia Viera
16h – Wagner Kallieno
17h30min – Ratier
19h – Colcci
20h – Amapô

* A repórter viajou a convite da organização da SPFW
** Fotos: Agência Fotosite

 

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