SPFW, dia 5: o glam 80’s de Kallieno, o tricô da GIG Couture e o estúdio na passarela de Lino Villaventura

Fotos: Agência Fotosite
Fotos: Agência Fotosite

No quinto e último dia de desfiles desta temporada da São Paulo Fashion Week, a maratona começou ainda pela manhã com a performance de Lino Villaventura, que transformou a passarela em um estúdio sob as lentes do fotógrafo Miro. Na sequência, foi a vez de Wagner Kallieno trazer o oitentismo, enquanto a descolada Cotton Project se preparava para a sua estreia. No line-up, ainda seria a vez de GIG Couture, Ratier e Ellus apresentarem suas apostas para a estação do calor.

#DonnaNaSPFW
:: Dia 1: a magia da Apartamento 03, o esporte chic da Uma e os refugiados por Ronaldo Fraga

:: Dia 2: a ilha deserta da Osklen, a brasilidade de PatBo e o compre agora de Karl para Riachuelo
:: Dia 3: a viagem de Alice no tempo para Isabela Capeto e a reestreia de Herchcovitch para À La Garçonne
:: Dia 4: a Cuba de Patricia Viera, a assimetria de Gloria Coelho e a cangaceira rocker de Helo Rocha
:: Um Plus a Mais: Direto da SPFW, 7 looks plus size que dão uma lição de estilo
:: Direto da Bienal, o estilo de quem circula pelos corredores
:: Saiba tudo sobre a edição SPFWn41

Quer saber como foi? Preparamos um resumão com os melhores momentos (e fotos!) do dia. Você também pode acompanhar nossa cobertura direto da Bienal, no Parque do Ibirapuera, pelo nosso Snapchat revistadonna, no Insta @revistadonna e pela página no Facebook. Todos os detalhes da passarela e do backstage você encontra na #DonnaNaSPFW.

SnapSave: um boletim com o melhor do quarto dia de desfiles

 

O estúdio na passarela de Lino Villaventura

Lino Villaventura não costuma economizar quando o assunto é drama – e encantamento. Sempre longe das apresentações tradicionais de toda a temporada, dessa vez o estilista carregou ainda mais na dose e transformou a passarela em um estúdio fotográfico. No comando das lentes, ninguém menos do que Miro, um dos mais conceituados nomes na fotografia de moda e publicidade no Brasil.

a passarela virou estúdio para #LinoVillaventura ? #DonnaNaSPFW #SPFWn41

Uma foto publicada por Thamires Tancredi (@thamiiis) em


E a sessão ao vivo veio com tudo a que tinha direito – de ventilador, para garantir o movimento dos cabelos, até móveis que eram alternados a cada sequência de cliques. Bem como faz em seu estúdio, Miro fez questão de dirigir cada uma das modelos em cliques que apareciam simultaneamente em um telão ao fundo da passarela, e logo devem ganhar uma exposição. Espetáculo digno das verdadeiras obras de arte de Lino, que sabe como ninguém brincar com volumes e assimetrias sem medo de ousar. De encher os olhos!

 

A pista de dance 80’s de Wagner Kallieno

Um dos nomes mais bacanas da nova geração, Wagner Kallieno misturou duas de suas paixões para criar seu verão 2017: a androginia e o clássico Flash Dance, de 1983. É da protagonista Alex Owens, por exemplo, que o estilista potiguar traz o mix blazer oversized + brilho, que segue como a fórmula da coleção. Ombreiras quadradonas, no melhor estilo oitentista, ficam mais levem com o lurex e o lamê de vestidos e bodies – estes, criados em parceria com a Hype Beachwear.

Ainda sobre a alfaiataria, um dos pontos fortes de Wagner: pode até ter começado alinhadinha, com coletes alongados e blazeres, mas logo ganha um toque de desconstrução com o casaco que vira vestido na passarela. O suspiro da vez fica por conta das saias longas em lurex: simplesmente lindas!

 

As cores da GIG Couture

Foi a multifacetada artista francesa Sónia Delaunay (1885-1979) que inspirou Gina Guerra a dar as primeiras pinceladas no verão 2017 da GIG. Está tudo, de certa forma, ali: as cores e formas de Sónia, que, além de pintora, também trabalhou com moda e estamparia, além de figurino e design de interiores.

Todo esse pluralismo, de certa forma, se reflete na coleção que a grife mineira apresentou neste último dia de SPFW – como nos comprimentos, que vão do míni ao mídi, passando pelas silhuetas, ora em uma pegada anos 1920, ora mais moderninhas com influência sessentista. Especialidade da marca, os tricôs aparecem em mood romântico, com babados e rendas na medida. Espiada com carinho nas peças plissadas com efeitos tridimensionais, que garantem ainda mais movimento.

 

O Bauhaus da Ratier

Quem frequenta a Bienal sabe: os desfiles costumam se alternar entre a Sala Casa das Canoas e a Sala Copan, com algumas apresentações no espaço Niemeyer, no terceiro piso. Na sexta-feira, os fashionistas já estranhavam quando os convites dos três primeiros shows levavam à primeira. Quando as luzes da passarela de Ratier se acenderam, dessa vez na sala Copan, o mistério se desfez: como cenário, um telão de 180m² ao longo dos 25 metros de pista. Comandada pelo artista Muti Randolph, a animação variava a cada passo dos modelos ao longo do trajeto.

Além do show de luzes, o que se viu foi uma das primeiras incursões a formas mais retas – que contrapõe o oversized visto ao longo da semana. E tem tudo a ver com as inspirações de Renato Ratier: o movimento Bauhaus e a estética modernista. Muito preto e cinza, como não poderia deixar de ser, além de tons mais quentes como o mostarda e o laranja, que deram ainda mais destaque aos looks monocolor.

 

A guerra do surf da Cotton Project

Marca estreante deste último dia de SPFW (ao longo da semana, outras seis fizeram seu début), a Cotton Project trouxe seu lifestyle despretensioso com identidade muito própria à passarela. Comandada pelo diretor criativo Rafael Varandas (economista de formação!) e o estilista Acácio Mendes, a label colocou duas gangues do surf para se “enfrentar” na frente dos convidados: os Troublemakers e os Dangerous do Tourist.

Embora seja uma etiqueta essencialmente masculina, a Cotton faz sucesso também com as gurias. Pudera: como não se render às jaquetinhas com pegada esportiva-moderninha? Olhar atento para os bodies com a palavra WET, resultado da parceria com a marca de beachwear Haight – além da trilha, assinada pelo duo Selvagem.

 

As havaianas da Ellus

Pela segunda vez nesta temporada, o Havaí foi o destino escolhido paro o verão 2017. Encerrando a 41ª edição da SPFW, a Ellus investiu em um cenário tecnológico conectado à internet, onde se via, por exemplo, cliques de backstage de alguns dos modelos que cruzavam a passarela.

Estampa tradicional quando se pensa em Havaí, os florais aparecem em bermudas para eles, e camisas para elas. Modelagem queridinha da label, a perfecto vira colete e até saia. E sabe quem está de volta? Sim, o biquíni asa delta.

Leia mais
Comente

Hot no Donna