Veja os high lights da Couture de Paris | Ana Clara Garmendia

Acabou a semana de alta-costura aqui em Paris e já tenho as minhas apostas para a próxima temporada. Entre grandes desfiles e algumas apresentações de coleções cruise ou joalheria, vou construindo o que chamo de uma teia de tendências. O bom de acompanhar de pertinho é que existe no ar algo que leva você a ter ver mais que as roupas. É um movimento que rola no comportamento de quem as veste. E é esse o ponto de partida e interesse de grande parte dos criadores. Eles vestem para um tipo de gente, que tem um estilo de vida e que ama se vestir dessa ou daquela maneira. Está tudo bem segmentado.

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A couture entendeu bem isso e, justamente por isso, essa temporada trouxe muito mais que os desfiles. Pudemos ver uma evolução nas vontades. Vamos a elas? Tem roupa para quem gosta da tradição. Tem outras para quem sonha ser princesa ou rainha, outras ainda para quem quer mais um pouco do mesmo em outras versões. Nas mostras paralelas aos desfiles, Dior reedita o brinco mais copiado de 2014, o tribal, e mostra em sessão privada para a imprensa os detalhes da cruise (cruzeiro, em português) os modelos que vão para as lojas em outubro de 2015.

A coleção foi desfilada mês passado na Côte d’Azur no Palais de Bulles, uma lugar fantástico criado por Pierre Cardin. Serão sensação de novo? Até a presidente Dilma usou a versão em pérolas. Surgiram cópias de todos os jeitos e a maison resolvei insistir no modelo. É mais do mesmo, só que diferente. Tentar o sucesso novamente. Em tempos de crise vale tudo. Só não vale a indiferença de pensar que a moda um dia vai acabar… Não mesmo. Au revoir! Semana que vem tem mais #diretodeparis @anagarmendia.

À antiga

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As rendas francesas são um clássico e em versão magenta tem um toque de batalha (sabia que existiu uma com esse nome? Foi na época de Napoleão em 1859, no Norte da Itália). Não tem erro. Muitas amam. Deliram até. A versão de Georges Chakra tem uma parte mais curta, meias arrastão e luvas brancas. Estilo baile de debutantes.

Mais do mesmo

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Na minha passada para ver a coleção Dior Cruise (tem roupas e acessórios basicamente de meia-estação), vi os brincos tribais em novas versões. Serão uma nova febre? A Dior aposta que sim.

Logo ali

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Jean Paul Gaultier deixou o prêt-à-porter para realmente se dedicar à alta-costura. O desfile foi uma homenagem à Bretanha e traz roupas com marcas registradas do criador como as listras, além de muitas peças suntuosas com dourado, veludo e uma grande força em volumes arredondados plissados. Um primor. Eu amo essa pala dourada e o make com o olho riscado.

Como foi um dia

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Isso mesmo, antes os desfiles não tinham pódium. Os fotógrafos e convidados viam tudo de perto. Stéphane Rolland recria esse espírito de tradição com uma festinha na sua sede onde pudemos ver tudo em detalhes. Vem ouro, couro e sedução por aí. Muito bom.

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