Para degustar no frio: 5 cervejas que têm tudo a ver com o inverno

Modelo: Felipe Melo | Foto: Jean Pierre Kruze
Modelo: Felipe Melo | Foto: Jean Pierre Kruze

Por Marcela Donini, especial

Quem disse que não dá para espantar o frio com cerveja? A bebida preferida do verão brasileiro também brilha no inverno. É só escolher as opções certas para as baixas temperaturas.

Imperial Porter, Imperial Stout, Bocks, Scott Ales e Belgians Dark Strong Ales são as principais pedidas para uma noite gelada. As notas devem destacar sabores típicos do inverno, como café, chocolate e caramelo. Os aromas tostados e defumados também combinam com a época do ano. Entre as frutas, as mais indicadas são ameixa e uva-passa.

— O frio pede notas menos cítricas e ácidas. As cervejas mais apreciadas no inverno são aquelas com menos frescor — explica a sommelière paulista Carolina Oda, professora do Science of Beer.

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Na harmonização com os pratos típicos do frio, a cerveja também não deixa a desejar. A única regra, segundo Carolina, é balancear a quantidade de gordura da comida com os sabores da cerveja:

— Quanto mais gordura tiver no prato, mais intensidade de sabor precisa ter a bebida. Assim, você não perde nada na experiência gastronômica.

Os estilos encorpados e com alto teor alcoólico não fazem feio perto de nenhum vinho. Não é à toa que algumas cervejarias brasileiras já começaram a investir em rótulos sazonais, ideais para serem consumidos em diferentes estações.

Confira as cinco opções que selecionamos para você degustar neste inverno.

Seasons Trojan (Brasil – Rio Grande do Sul)

A Barley Wine da cervejaria porto-alegrense Seasons é envelhecida em barris de carvalho usados para uísque. A bebida tem um tom vermelho-escuro, e seus sabores lembram baunilha, uísque e madeira, uma característica típica de cervejas para o frio. Deve ser consumida na temperatura ambiente e com moderação – o teor alcoólico é de 11%.

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St. Bernardus ABT 12 (Bélgica)

As notas de frutas secas e o aroma de vinho fazem dessa Belgian Dark Strong Ale um sucesso para o inverno. O estilo nasceu em mosteiros na Idade Média. Bem encorpada e bastante alcoólica (12%), a cerveja harmoniza muito bem com pratos de sabores fortes, como a polenta com rabada.

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DUM Petroleum (Brasil – Paraná)

A Imperial Stout mais famosa do Brasil, como o nome sugere, é preta e viscosa. Receita da cervejaria DUM, de Curitiba, a bebida leva cacau belga e aveia. Os maltes tostados deixam notas aromáticas de café e chocolate meio amargo. A Petroleum tem teor alcoólico de 12% e harmoniza bem com sobremesas, principalmente as que levam sorvete de creme.

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Schneider Weisse Aventinus Eisbock (Alemanha)

Fruto de um acidente de percurso, o estilo Eisbock surgiu por causa de um erro de temperatura. Os cervejeiros, sem querer, deixaram a bebida congelar. Para tentar reparar, retiraram a água e o resultado foi uma cerveja encorpada, de sabor concentrado e bastante alcoólica. Curtiram tanto que resolveram iniciar a fabricação. A Aventinus tem teor alcoólico de 12% e aromas de ameixa preta e caramelo.

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Founders Dirty Bastard (Estados Unidos)

Essa Strong Scotch Ale tem sete tipos de malte e vem do Alabama, nos Estados Unidos. Não é tão alcoólica como as outras sugestões (8,5%), mas tem um aroma defumado singular. Suas notas lembram caramelo, nozes, castanhas e frutas vermelhas.

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