Tim-tim! VÍDEO: passo a passo para abrir e servir espumantes

Ensinamos o jeitinho certo de tirar a rolha, servir nas taças e depois degustar a bebida

A enóloga Maria Amélia Duarte Flores destaca os rosés como tendência para consumo em 2016 - Foto: Adriana Franciosi
A enóloga Maria Amélia Duarte Flores destaca os rosés como tendência para consumo em 2016 - Foto: Adriana Franciosi

Por Susiani Silva, especial

O espumante é uma bebida refrescante e prática. Exceto pelo fato de que deve ser servido gelado, ele não requer acessórios especiais para ser aberto (como saca-rolhas) e pode ser levado aos lugares com muito charme.

– Penso que o grande diferencial do espumante na praia, na piscina e no happy hour são as taças em acrílico. Isso desmitificou a ideia de que o espumante apenas pode ser bebido na taça de cristal. Claro que o cristal mostra coloração e aromas, mas nem sempre se quer degustar. Tem vezes que a gente só quer se divertir, e o espumante faz parte da festa. Além de ser um material que não quebra, o acrílico é prático, lavável e ecologicamente correto – salienta a enóloga Maria Amélia Flores.

O espumante rosé, a grande aposta da indústria brasileira, tem público cativo e potencial para conquistar novos apreciadores graças às suas características únicas.

– Antigamente, tinha-se a ideia de que os rosés eram só vinhos doces e de baixa qualidade. Hoje, são produzidos rosés de altíssima qualidade no Brasil. Mas as pessoas que gostam de apreciar vinho doce não precisam ter vergonha. A maior parte do vinho consumido no Brasil é doce, principalmente o moscatel – explica Maria Amélia.

Os grandes nomes que fizeram história (Peterlongo, Aurora, Garibaldi, Salton etc) também se modernizaram e, nas últimas décadas, passaram a ter espumantes especiais em suas linhas, que competem com os produtos dos pequenos vinicultores. E esse é o sinal inequívoco de uma indústria que, apesar de centenária, é hoje mais jovem e antenada, de olho em um movimento do mercado interno que consumiu, em 2012, 14,7 milhões de litros de espumantes (segundo dados do Ibravin) e que segue crescendo em volume e exigência.

– Temos aqui, bem pertinho de nós, algo que é muito mais interessante e valioso do que muitas vezes buscamos em produtos importados, de qualidade inferior – diz Maria Amélia.

As tendências de produção também chamam a atenção de quem entende do assunto. Historicamente, as uvas utilizadas para a elaboração de espumantes são pinot noir e chardonay. Para a produção dos espumantes brasileiros, os enólogos trabalham com a criatividade e com a matéria-prima, desenvolvendo produtos com uvas riesling, moscatel, e até uvas tintas, como malbec e merlot.

CUIDADOS NA HORA DE SERVIR

O espumante é uma bebida que tem seis atmosferas de pressão, então a questão da temperatura é muito importante. É sempre bom ter um baldinho com gelo para resfriar a bebida por 20 a 25 minutos.
• Não é recomendável colocar no freezer, pois o congelamento compromete a qualidade da bebida e a abertura da rolha (por causa do ressecamento). Não precisa de saca-rolha, só mesmo um pouquinho de prática.
• Não deixe de beber se você não tiver a taça adequada. Mas, para a apreciação perfeita, é importante que a taça tenha um corpo um pouco mais alto e com o bocal mais fechado.
• Hoje existe uma taça especialmente desenvolvida para a apreciação do espumante brasileiro porque ela valoriza o perlage (borbulhas) e as características visuais e de aromas.
• Como no espumante a temperatura é fundamental, a haste é usada para que a pessoa não coloque a mão onde está o líquido: uma vez que a temperatura corporal fica entre 36 ou 38ºC, isso aqueceria a bebida.

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