3º dia de SPFW: Mario Queiroz para mulheres e Glória Coelho abandona a temática arquitetônica

Cavalera transformou sua participação em um desfile do Dia dos Mortos, festa popular mexicana, e em um tributo a Frida Kahlo

Resultado da Mario Queiroz na passarela foi uma alfaiataria impecável
Resultado da Mario Queiroz na passarela foi uma alfaiataria impecável Foto: Zé Takahashi

O terceiro dia de São Paulo Fashion Week trouxe duas grandes novidades. Glória Coelho deixou para trás (pelo menos por enquanto) a temática arquitetônica e Mario Queiroz voltou para a semana de moda incluindo peças para as mulheres em seu desfile.

Após esmiuçar à exaustão a arquitetura, Glória Coelho decidiu buscar inspiração na volta de Netuno ao signo de peixes, em roupas que curam e X-Men para a sua coleção primavera/verão 2012. Mesmo deixando de lado a temática arquitetônica, não há uma ruptura na silhueta, que continua reta e de formas geométricas.

Mas mais do que o tema, o que chamou a atenção foi o trabalho em couro, seja com recortes vazados ou em sobreposições. Outro destaque foi a sequência de vestidos plastificados que encerraram o desfile.

No retorno de Mario Queiroz para a SPFW, uma grata surpresa para as mulheres: o estilista resolveu se dedicar ao público feminino após anos de ajustes em camisas e calças de uma clientela que se manteve fiel. O resultado na passarela foi uma alfaiataria impecável, tanto para homens quanto para mulheres.

Todos têm a chance agora de aderirem à estampa que remete à paisagem urbana, já que o tema escolhido pelo estilista foi o modernismo e a liberdade arquitetônica dos anos 1930. Mas não espere um verão colorido: o que prevaleceu foi o cinza.

A Cavalera transformou sua participação em um desfile do Dia dos Mortos, festa popular mexicana, e em um tributo a Frida Kahlo. Blusas com bordados artesanais de flores, típicas do país, apareceram ao lado de modelos vestidos com máscaras usadas nas lutas livres. O Parque do Ibirapuera virou mesmo uma festa.

A Huis Clos manteve a tradição e apresentou uma coleção extremamente sóbria e elegante. A bossa ficou por conta das franjas e das fendas. Nas cores também predominaram os tons neutros.

Na Osklen, um tributo às influências e à estética da cultura negra no Brasil. A coleção não caiu no óbvio. Muito pelo contrário: Oskar Metsavah manteve o DNA cool da marca, injetando muito branco e pinceladas de dourado na coleção, cheias de peças fáceis de vestir.

Já a Colcci encerrou o dia com a participação da modelo Alessandra Ambrósio e do ator Ashton Kutcher. A coleção visivelmente inspirada nos anos 1970 é muito colorida, mas contempla também o branco. Destaque para saias e calças de modelagens amplas e muitas opções de macacões.

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