A arte da sedução: repórter do Donna fez curso de sensualidade feminina e conta como foi

Pompoarismo, massagem tailandesa e striptease estão no cardápio

A lingerie também ajuda na hora do rala e rola
A lingerie também ajuda na hora do rala e rola Foto: Ricardo Wolffenbüttel

Eu não me considero uma mulher que tenha pudores com o sexo. Mas, assim, beeeeeeeeem resolvida também não sou. Aliás, sempre fico com uma pulguinha atrás da orelha quando vejo mulheres se vangloriando de performances na cama.

A mulher é um bicho com texturas e alongamentos não medidos totalmente pelo homem, ou melhor, pela ciência, porque pelo homem ainda não foram mesmo. Sempre temos um algo mais que ninguém sabe. E o sexo, com certeza, mora nesse lugar de temas enigmáticos.

Pensava nisso no carro enquanto seguia para o curso Deusa do Amor, que aconteceu em um hotel, em Florianópolis, no sábado, 2 de outubro. Vergonha é a palavra que melhor define minha sensação no carro e na primeira hora do workshop.

Logo, uma mulher falou:

? A repórter vai fazer o curso também, né?

Vou. Começamos com um exercício de pompoarismo. Bumbum na ponta da cadeira, cabelos soltos, olhos fechados, inspiração profunda e contração dos músculos da vagina. A professora Celine Imaguire pede para apertar o primeiro anel da vagina, depois o segundo e, em seguida, o terceiro.

Impossível diferenciar. Ou eu contraí os três juntos ou nenhum deles. Não sei dizer. Vale registrar a sensação. Gostosa. Sinceramente, é aquele calorzinho nas partes baixas, que a gente sente no começo do rala e rola.

A professora descontrai. Diz que quem sentiu a tal quentura mexeu o lugar certo. Mas para saber qual é qual anel só com mais prática. Ela cita a apostila do curso que tem exercícios para serem feitos em casa.

Estamos sentadas em círculo. As mulheres me surpreendem. Pensava que encontraria moças solteiras à procura, jovens ou até profissionais do sexo. Quase todas eram casadas e bem-sucedidas. Mulheres que sabem da importância do sexo para a saúde e para a vida.

Depois do exercício, Celine passa rapidamente para uma atividade de postura. Pede para a gente andar pela sala e observa cada uma. Diz que a sensualidade é um hábito. O andar deve ser elegante, com um pé na frente do outro, coluna ereta para “conectar as energias”.

Confesso que acho meio estranho estar o tempo todo com as costas retas, pernas bem cruzadas. Sinto-me meio estátua, como se estivesse à mostra. Ao mesmo tempo, a postura passa altivez. Vale usar na hora da conquista.

A timidez foi embora. Naquela sala fechada, decorada com objetos eróticos, há um contrato subjetivo de cumplicidade, confirmado na troca de olhares. Mulheres iguais na busca por descobrir a si mesmas. Não há ninguém do círculo de convivência por ali. A ordem é libertar-se.

O poder das mãos

Começa uma das mais proveitosas partes da aula: a massagem tailandesa. Luzes apagadas, e a “vítima” é chamada. Carlos Kadosh é parceiro de Celine no curso. Ele deita no chão, e a professora ensina técnicas de massagens básicas, como o murrinho nas costas e o amassamento.

A massagem tailandesa é demonstrativa. Fica difícil decorar as técnicas e ter coragem de aplicá-las. Mas aprendi pontos considerados erógenos dos homens, como o buraquinho do queixo, o dedão do pé e as partes internas das pernas.

Em movimentos circulares, a mulher massageia o corpo do homem, usando pés, seios ou bumbum. Também serpenteia o corpo sobre ele. O homem fica de olhos vendados. A mulher, apenas de calcinha. Há momentos de mordidas no pescoço, nos ombros e puxadas de cabelo.

Tirar a roupa sem pudores

Chega o momento mais esperado: o striptease. Uma cadeira é escalada para o papel de parceiro. a professora manda todas pensarem em um homem bem lindo. Olho para a cadeira e alterno o pensamento entre Brad Pitt e Malvino Salvador.

A professora ensina movimentos e relaciona-os com bichos, tipo o andar da gata. Alguns são comparados aos elementos terra, ar, fogo e água.

? Se na hora esquecerem, lembrem dos elementos e busquem o movimento.

Rodamos em volta da cadeira, jogamos o cabelo e uma das pernas sobre ela. A professora ensina o strip Sharon Stone, com a famosa cruzada de pernas da atriz, do filme Instinto Selvagem. Todo mundo se empolga. Treinamos dois tipos de cruzadas, sentadas na cadeira.

O olhar é essencial. Celine pede para pensarmos na parte do corpo do homem mais desejada. Devemos olhar com vontade de comer. O strip acontece, mas ninguém tira a roupa. As gargalhadas já eram escancaradas. Uma catarse feminina e secreta.

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