Abanando o rabinho virtual

As redes sociais de animais começam a prosperar na internet. E você, já cadastrou o seu pet em algum site do gênero?

Mascotes não precisam ser afastados durante a gestação
Mascotes não precisam ser afastados durante a gestação Foto: Stock Photos

Tudo começou com um desejo pré-adolescente. Fernanda, 13 anos, queria trocar informações sobre o tipo de alimentação da mais nova integrante da casa: uma lagartixa. O pai, o engenheiro Flávio Mendes, 47 anos, incentivou a filha a criar uma espécie de Facebook, uma comunidade virtual para que donos de animais compartilhassem experiências e dicas. Surgiu, então, o site brasileiro The pet’s universe, criado no início deste ano.

Em apenas três semanas, o site já tinha inúmeros perfis cadastrados. “Nosso plano é atingir a marca de 5 mil em dois meses. Já temos perfis de todas as regiões do Brasil e dos Estados Unidos, da Alemanha e da França”, informa o fundador. Perfil com direito a fotografias, troca de experiências, pedidos de adoção, protestos contra maus-tratos, informações sobre raças, prevenção de doenças e até agência de namoro animal.

Um dos serviços mais acessados no The pet’s universe é a coluna do Dr. Koleira ? na verdade, um mix com orientações dadas por vários veterinários. Mas o carro-chefe é mesmo o fórum, espaço de discussão para os membros do site. Além disso, a rede conta com ofertas de serviços especializados, como clínicas veterinárias, hotéis de bichos e adestramento. “Essa interação espontânea é a chama da rede, o que a mantém viva”, exalta Flávio Mendes.

Segundo o psicólogo e terapeuta comportamental Fábio Augusto Caló, a presença de pets na web será um fenômeno cada vez mais frequente. “Nos EUA, por exemplo, existem 60 milhões de proprietários de animais. Antenada, a indústria pet de lá criou aplicativos de compartilhamento de informação: o Catbook e o Dogbook”, conta. Para o especialista, a “humanização” dos bichos não é algo novo, mas que preocupa se for exagerada. “Tenho pacientes que tratam seus bichos como se fossem pessoas. Caracteriza-se uma patologia quando a pessoa começa a ter prejuízos, passando a viver exclusivamente em função do animal.”

O terapeuta não vê problema em tratar o amor pelos animais como um hobby. “É algo saudável enquanto as pessoas se relacionam entre si por conta dos interesses comuns, como ocorre entre aqueles que partilham gosto por bandas ou por moda. Isso é normal”, esclarece.

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