Acroyoga une física mecânica, ioga, acrobacia e massagem tailandesa

O trabalho a dois desenvolve a cumplicidade e a confiança

Para aquecer, alguns ásanas
Para aquecer, alguns ásanas Foto: Jefferson Botega

Todos estão sentados em círculo. “Como está o seu corpo?” A pergunta quebra-gelo faz com que os participantes interajam. Para aquecer, alguns ásanas ? posturas típicas da ioga. Na primeira parte da aula, o principal benefício é o alinhamento da estrutura física, além do ganho em concentração. Depois da série de exercícios individuais, começam os alongamentos em dupla.

A prática da acroyoga não tem pré-requisitos e, diferentemente da ioga tradicional, promove relações interpessoais. “O trabalho em duplas desenvolve a cumplicidade, a confiança e o sentimento de cuidado com as pessoas, já que há o medo de cair ao realizar as posições”, explica a instrutora Érica Montes, que esteve em Brasília para ministrar um curso da modalidade. “Por meio desses exercícios, as pessoas têm acesso a um tipo de toque que não tem conotação sexual e o silêncio que permeia o ambiente ajuda a criar uma atmosfera calma e agradável”, afirma.

É hora das técnicas de assistência, nas quais um parceiro ajuda o outro a fazer exercícios de inversão, ou seja, a ficar de cabeça para baixo. Essa atividade serve para desenvolver ainda mais a confiança, preparação essencial para o que virá a seguir. A professora de ioga Thaís Joy, 34 anos, é aqui uma aluna como as outras. “O desenvolvimento da confiança no parceiro de exercício vai além do que eu esperava.”

Todas as etapas cumpridas, chega o momento das acrobacias e dos voos, em que os praticantes lançam mão de princípios da física mecânica. “Não é difícil ver uma mulher levantar um homem”, conta Érica. Mas, para que isso ocorra, é necessário que haja um alinhamento dos ossos de forma a economizar a energia da pessoa que serve como base. “Se o braço dela está em um ângulo de 90º em relação ao chão, sofre os efeitos da gravidade em apenas um ponto, ficando mais fácil levantar o parceiro”, explica a instrutora. Nessa etapa, são trabalhados força, flexibilidade e equilíbrio.

Mesmo com o aproveitamento da gravidade, há de se ter um bom condicionamento físico. “É preciso ter força na perna para levantar o parceiro”, conta a engenheira florestal Ana Paula de Jesus, 25. Ser o volante – pessoa que é erguida – também é desafiante. “O trabalho de confiança é muito forte durante o voo. É preciso sintonia entre os dois para evitar quedas”, ensina Elaine Lilli Fong, também instrutora da modalidade.

No fim da aula, para que os alunos possam relaxar a musculatura e também equilibrar as energias, é feita uma massagem tailandesa em duplas. “É uma massagem que revigora e tranquiliza todo o sistema nervoso”, diz Elaine. A engenheira ambiental Ana Paula comprovou os benefícios da massagem. “É bem relaxante, ajuda no alongamento e tira a tensão do corpo.”

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