Adriana Birolli, a malvada da hora

Aos 23 anos, a atriz curitibana tem chamado a atenção no papel da implicante Isabel na novela "Viver a Vida"
Aos 23 anos, a atriz curitibana tem chamado a atenção no papel da implicante Isabel na novela "Viver a Vida" Foto: João Miguel Jr

Antes mesmo da estreia de Viver a Vida, muito já se falava das três irmãs que seriam filhas de Tereza (Lilia Cabral): Luciana (Alinne Moraes), a modelo que ficaria tetraplégica, Mia (Paloma Bernardi), a filha adotiva, e Isabel (Adriana Birolli), a do meio. Nesse “a do meio”, muito estava implícito: ela seria a menos amada, a mais rancorosa por causa desse pouco amor e a que mais geraria bafafá dentro e fora da novela.

No papel desta irmã do meio está a estreante Adriana Birolli. Aos 23 anos, a curitibana tem chamado a atenção no papel da implicante Isabel, principalmente nas cenas com Lilia Cabral – uma de suas melhores atuações foi na surra que Isabel levou de Tereza ao sair do banho, enrolada em uma toalha.

Até chegar ao sucesso que vem conquistando na novela das oito, Isabel cursou a Oficina de Atores da Globo durante pouco mais de um ano. Lá, o diretor de Viver a Vida, Jayme Monjardim, foi conquistado pelo talento de Adriana e a levou para a trama de Manoel Carlos.

Neste bate-papo, Adriana conta como é ser a malvada da hora – ela diz que, nas ruas, ainda não sofre represálias por causa do personagem. Confira a entrevista que ela concedeu, por e-mail, durante os intervalos das gravações da novela das oito.


Este é seu primeiro trabalho de destaque nacional, como foi chegar até ele?

Adriana Birolli – Comecei a fazer teatro aos oito anos. Com 13, comecei a produzir minhas peças e, desde então, não parei mais. Em 2007, fui chamada para ingressar na Oficina de Atores da TV Globo e me mudei para o Rio. Produzi dois espetáculos – Oscar Wilde Me Disse… e Manual Prático da Mulher Desesperada. Viajei para fazer o Festival de Curitiba e, na volta, fui chamada para o teste da novela. Depois de dois testes, fui confirmada para o papel.

O Maneco costuma dizer que a Isabel não é uma vilã, mas uma anti-heroína. Você concorda com isso, mesmo diante da forma como ela tem tratado a irmã Luciana?

Adriana – Não julgo meu personagem. Vivo a Isabel com toda a verdade que posso ter. Não a vejo como outra pessoa. No momento em que estou interpretando o personagem, eu sou o personagem. Tenho que acreditar em tudo o que ela acredita e sentir tudo o que ela sente para poder dar veracidade às suas atitudes.

Como é se ver, já no primeiro trabalho na TV, contracenando com atores como Lilia Cabral e José Mayer? É mais fácil atuar junto dos mais experientes?

Adriana – É maravilhoso. Sem dúvida, é muito melhor contracenar com grandes atores. É um ótimo aprendizado. Eles são muito generosos e me ajudam muito. Realmente me sinto em família.

Como foi a preparação para a cena em que Isabel, enrolada em uma toalha, apanha de Tereza (Lilia Cabral)?

Adriana – Me preparei bastante no dia anterior, porque foi a primeira vez em que a Isabel foi totalmente surpreendida pela mãe. A Isabel sempre tem uma resposta pronta para tudo, mas dessa vez ela foi pega de surpresa. É uma cena em que se precisa de um completo desnudamento, não físico, mas da alma. Sem dúvida, contracenar com uma atriz como a Lilia ajuda muito também.

Como a Adriana enxerga a Isabel? O que você acha que leva a Isabel a ter as atitudes agressivas em relação à irmã?

Adriana – A Adriana não julga Isabel. Eu simplesmente vivo tudo o que é necessário viver para ser ela. Creio que os motivos destas atitudes serão explicitados em algum momento.

Como está sendo a reação do público nas ruas?

Adriana – Ótima. As pessoas comentam bastante as atitudes da Isabel e me parabenizam. Fico feliz por estarem gostando do meu trabalho e por conseguirem distinguir a Adriana da Isabel.

O que podemos esperar da Isabel nos próximos capítulos?

Adriana – Não sei o que acontecerá, mas ela vai continuar aprontando.

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