Alguns tratamentos para o coração são mais efetivos entre as mulheres

Resultados de mesmo tratamento variaram de 70% de eficácia em mulheres contra 35% em homens

Milena odeia suar dentro de uma academia
Milena odeia suar dentro de uma academia Foto: Renato Bairros

Alguns tratamentos para doenças cardíacas mostraram-se mais efetivos entre as mulheres pela primeira vez na história da pesquisa neste campo, segundo um estudo americano publicado nesta segunda-feira. A pesquisa descobriu que os casos de insuficiência cardíaca em mulheres foram reduzidos em 70%, enquanto os homens registraram uma queda de 35%, após o uso de uma terapia de ressincronização com desfibrilador (CRT-D), o que indica que este tratamento dá o dobro de resultados positivos entre as mulheres.

? Em estudos cardíacos anteriores, em geral homens e mulheres mostraram resultados similares nas terapias de medicina preventiva ? disse o cardiologista Arthur Moss, professor de Medicina da Universidade de Rochester e principal autor do estudo.

? Nossa descoberta foi inesperada, mas extremamente importante, porque é o único tratamento de coração que claramente funciona melhor em mulheres que em homens.

A terapia CRT-D trabalha por meio de um aparelho implantado que ajuda a proteger contra a morte súbita ocasionada pela arritmia, ao coordenar a atividade elétrica no coração, ao mesmo tempo em que reforça a ação de bombeamento em pacientes com dano cardíaco. Os cientistas opinam que o tratamento deve funcionar melhor nas mulheres porque elas tendem a sofrer doenças do coração diferentes das dos homens.

Os homens do estudo eram mais propensos a ter uma doença arterial coronária, na qual o estreitamento das veias cria obstáculos para o fluxo de sangue ao coração. Esta condição chama-se cardiopatia isquêmica. As mulheres, por sua vez, são mais propensas a sofrer uma desordem conhecida como cardiopatia não isquêmica, que é uma inflamação do coração.

As doenças cardíacas são a principal causa de morte de mulheres nos Estados Unidos. Segundo a Associação Americana do Coração, 42 milhões de mulheres americanas sofrem cardiopatias.

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