Amar faz bem à saúde

Relacionamentos saudáveis reduzem a ansiedade e estimulam a produção de dopamina, substância vinculada ao prazer e à vibração

Um simples carinho pode ajudar a aliviar a dor
Um simples carinho pode ajudar a aliviar a dor Foto: Divulgação, stock.xchng

Que manter um relacionamento é bom, todo mundo sabe e sente. Quando se está apaixonado, os sorrisos se tornam mais constantes e a pessoa age com maior sensibilidade: há, de fato, alguma mudança de comportamento. Mas a lista de benefícios do namoro é maior do que muitos imaginam. A felicidade é responsável por uma produção química e bioquímica diferenciada.

O simples toque de carinho, de acordo com especialistas, pode ajudar a aliviar a dor. Uma pesquisa realizada no ano passado, durante o Festival de Ciências da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, em Liverpool, afirma que carícias ativam fibras nervosas e diminuem a sensação de sofrimento. Os estudos também comprovam mudanças positivas na pele, nos olhos e nos cabelos, pois as sensações ativam a circulação sanguínea.

O psiquiatra Leandro Prates de Lima, de Joinville, confirma a importância de relacionamentos amorosos.

– Em uma relação de cumplicidade, há estímulo ao crescimento mútuo, há a consciência de viver mais tranquilo, contendo a ansiedade – define Leandro.

A melhoria da saúde mental pode ser alcançada por meio do envolvimento amoroso, com menor incidência de muitas doenças.

– Quando a pessoa tem ao seu lado alguém que a compreenda e enaltece, as chances de enfrentar doenças psicológicas são menores – conta o médico, afirmando que são mais frequente casos de ansiedade, esquizofrenia e depressão em pessoas solteiros e divorciados.

A explicação química é de que a paixão libera uma substância chamada dopamina, que está vinculada ao prazer e à vibração.

– Isso aumenta o interesse sexual. É uma descarga de paixão – comenta.

Mas amor e paixão são sentimentos distintos, porque o primeiro só começa quando acaba o segundo.

– A paixão é como cheiro de carro novo, diminui com o tempo. O cérebro não produz a paixão para sempre – exemplifica Leandro. É como se, ao final do sentimento intenso, tudo fosse revelado: com o amor, aparecem as virtudes e defeitos.

– É por isso que é complicado casar no momento da paixão, pois ela é cega de valores. No amor, o sentimento é mais maduro.

O psiquiatra ainda afirma que o indivíduo é criado para viver relações interpessoais.

– Já no início da vida temos uma relação de amor com a mãe, somos feitos para nos apaixonar – acredita.

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