Artigo: Atitudes de ogros e de homens, por Katia Suman

Homens são divididos em duas categorias, diz a apresentadora da TVCOM

"Pegar friagem" não causa gripe nem resfriado, dizem especialistas
"Pegar friagem" não causa gripe nem resfriado, dizem especialistas Foto: Alvarélio Kurossu

Sou daquelas que se ligam nos detalhes; presto atenção na pausa da respiração, nas sobrancelhas às vezes excessivamente finas e deliberadamente artificiais de algumas gurias, no jeito como o moço do gás acomoda aquele baita botijão nos ombros.

Vai daí, desenvolvi uma notável capacidade para captar o desimportante, o que não serve pra nada. Pois bem, eu sou daquelas que divide a humanidade em duas categorias: os homens que abaixam o assento da privada depois do xixi, e os que não abaixam.

Os que nem levantam o assento não chego a considerar “homens”; esses ainda estão no estágio ogros.

Antes que me acusem de chauvinista, já antecipo que sim, as mulheres também estão dentro do universo “humanidade”; logo também devem ter um mínimo de compostura diante de uma privada. Isso inclui não deixar pingos no assento. No caso de acidentes, uma passada de toalha de papel resolve. E, toque de classe, fechar a tampa. Simples, básico e elegante.

Dependendo do local, digamos uma festa de aniversário de três aninhos do caçula da família, o próximo a usar a privada depois de um “homem que não abaixa o assento” pode ser uma criança. Isso mesmo, uma indefesa criancinha.

Imagina a cena: entra aquele tio pinguço, com seu barrigão no banheiro. Ele, claro, já tomou várias cervejas. O barrigão impede o tio de mirar com precisão. Ora, o cara tem 99% de probabilidade de urinar fora do vaso. E, lembra do tipo? Ele é daqueles que não abaixam o assento depois do estrago. Ele é quase um ogro. A próxima da fila é uma menininha de oito anos, que já vai sozinha ao banheiro, mas se esquece de olhar o estado das coisas antes de sentar. Senta sem se dar conta que o assento está levantado. E a porcelana está toda molhada. Eca! Tá feito o estrago!

Os homens deveriam entender que abaixar o assento da privada depois de usá-lo é, digamos, um mimo, uma delicadeza para o próximo, que pode ser uma mulher. Esse ser meigo, delicado, frágil e sensível, que odeia ter que abaixar a droga do assento.

Isso quando o infeliz não molha todo o entorno da privada, provocando acidentes dramáticos, como molhar aquela pantalona maravilhosa, que custou os olhos da cara e que agora tá ali, arrastando num mar de xixi. Por que, gente, o que acontece?

É falta de pontaria, falta de coordenação motora, falta de cuidado ou o quê?

Cartas para a Redação.

(*) Katia Suman substitui Luis Fernando Verissimo, que até 12 de julho tem sua crônica publicada no Jornal da Copa de Zero Hora.

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