Artigo: Felicidade dos filhos é compromisso dos pais

Primeiros anos de vida são essenciais para mostrar aos filhos que são amados e protegidos

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" Foto: Divulgação

A família é um sistema vivo, em contínua mudança e transformação. Os contextos mudam, os filhos crescem e os pais também, e cada um deve fazer a sua parte como elemento participativo, exercitando a flexibilidade e o reconhecimento.

É fundamental um terreno de amor, afetividade, cumplicidade, intimidade e respeito entre os membros da família. Para isso, o comprometimento maior é inicialmente dos adultos. A comunicação e o diálogo são pontos fundamentais, mas, além de informar, emoções, sentimentos e energia também devem ser transmitidos.

Ter um filho é uma grande responsabilidade. Ele chega com um “cartão de existência” para os pais que diz: “estou aqui, cheguei, o que vocês me oferecem?”.

Começa, então, a missão dos pais de cuidar e de educar. E, essa relação inicial é o alicerce para formar laços fortes e, consequentemente, a criação de uma família unida.

A construção da realidade é diária e subjetiva.  É importante se colocar no lugar do outro e ver a realidade com os seus olhos. Inclusive, os primeiros anos de vida são essenciais para mostrar aos filhos que são amados e protegidos e que podem contar com os pais, reforçando assim a autoestima e autoconfiança da criança.

O efeito principal para elas é a criação de bases emocionais sólidas, afim de que se tornem mais preparadas para enfrentar com segurança o mundo externo, acreditando que viver é sinônimo de ser feliz e se realizar, e não de sofrer. Mesmo que o relacionamento entre o casal não perdure, a continuidade de ter o pai e a mãe como referência deve ser evidenciada, assegurando sua participação, independente de ter ou não a co-presença dos dois.

Além dos pais, é por meio das relações com os avôs, tios e primos que a criança se reconhece como pertencendo a uma genealogia, a uma descendência e vive as primeiras experiências de relação social. Os parentes não só ajudam na transmissão de valores e identidade familiar entre as gerações, como também atuam com uma ação de apreciação, reconhecimento e valorização, sem carregar isso com as expectativas que, muitas vezes,  os pais têm.

Se preocupar menos com o supérfluo e o material, e mais com o tempo dedicado ao convívio, a ouvir, é essencial para se conhecer profundamente. Muitas vezes, o filho quer a presença dos pais e recebe um brinquedo, quer falar e ser ouvido e é ligada a TV, quer chorar e ser acolhido e é desqualificado.

É preciso cuidar da família como um ser vivo, que precisa de atenção, dedicação e amor, pra sobreviver saudável e não se perder na solidão emocional. Cuidar das relações, do coração e do espírito, e alimentar, além do corpo, a mente e a alma dos filhos.

No exemplo e na coerência de nós adultos, os nossos filhos se espelham, constroem o caráter, a identidade e a relação com a vida. Como diz o padre italiano Don Redento Tignonsini, seria um compromisso dos pais permitir que os filhos possam falar, em relação a eles: “Por ‘culpa’ dos meus pais… sou feliz”.

* Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos. É também autor dos livros “Viva como você quer viver” e “A vida é um milagre”, da Editora Gente.

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