Artigo: Médico fala sobre a relação entre fertilidade feminina e endometriose

Problema é relatado na novela Insensato Coração atualmente

Formato do rosto influencia em qual formato do chapéu deve ser escolhido
Formato do rosto influencia em qual formato do chapéu deve ser escolhido Foto: Stock Photos

Por João Sabino, médico do Centro de Reprodução Humana Insemine

Levando em consideração que as novelas nacionais são bem produzidas e mostram questões que afetam milhares de brasileiras, como o sonho de serem mães e constituir família, chama atenção uma cena entre os personagens interpretados por Camila Pitanga e Lázaro Ramos em Insensato Coração. A atriz conta que não poderá engravidar porque tem endometriose. Mas afinal de contas a endometriose causa infertilidade?

O problema ocorre em 10% da população dos 20 aos 40 anos, segundo informações da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva. A doença se caracteriza pela presença de endométrio em outras partes do aparelho reprodutor, isto é, a camada interna do útero que a mulher perde durante a menstruação, encontra-se fora do útero. Geralmente acomete ovários, trompas e a região anterior ou posterior externa ao útero.

A chance de uma mulher engravidar sem nenhum problema de saúde é de 20 a 25% ao mês. Entretanto, mulheres com endometriose podem diminuir essa chance para 2 a 4% ao mês. De qualquer forma, não serão todas mulheres com endometriose que terão dificuldade para engravidar. Algumas engravidarão normalmente e outras poderão apresentar dor pélvica, pois essa doença pode associar-se com quadros alternados de dor crônica.

Na literatura médica o que leva a endometriose a causar infertilidade são  implicações de ordem anatômica, imunológica ou por alteração hormonal. A doença não tem cura, mas há tratamentos. Para as mulheres que desejam engravidar, se observa a idade funcional do ovário, condições das trompas, idade da paciente e exames do companheiro. Conforme o perfil do caso, basta orientação clínica ou medicações para induzir a ovulação. Entretanto, a maioria dos casos induz para a inseminação artificial ou fertilização in vitro.

Além disso, há uma alternativa que se ajusta bem para as mulheres jovens e que não tem planos de engravidar, devido à rotina profissional. O congelamento de óvulos permite uma “reserva” reprodutiva para uma gestação futura e pode ser realizado de forma acessível por meio de instituições sem fins lucrativos como o Projeto Cegonha.

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