Artigo: Qualidade de vida com reposição hormonal

Quando os hormônios voltam a ser produzidos, as melhorias no organismo são visíveis

Prevenir é melhor do que remediar. Quando se fala em viver mais e com qualidade, a prevenção de doenças é uma grande aliada. Ainda mais com a rotina estressante do cotidiano, em que as pessoas correm contra o tempo para resolver seus problemas, trabalhar, estudar, cuidar da família e ainda buscarem saúde e bem-estar.

A medicina preventiva é um instrumento importante neste sentido e é uma grande aliada para as pessoas seguirem com o corpo em harmonia e pronto para os desafios do dia a dia. O equilíbrio do corpo está intimamente ligado a detalhes como a disposição física, o sono adequado, a circulação cardiovascular perfeita, entre outros aspectos. A maioria dessas funções vitais depende diretamente do equilíbrio hormonal do corpo.

Em geral, depois dos 30 anos de idade, estes níveis hormonais tendem a cair. O organismo passa a reduzir a produção de um ou outro hormônio, o que resulta em desgaste físico, envelhecimento precoce, variações de peso, entre outros problemas.  Para resgatar as suas quantidades adequadas, muitas vezes é necessário adotar uma reposição hormonal para que certas deficiências sejam corrigidas e assim sejam evitadas doenças e disfunções.

Quando os hormônios voltam a ser produzidos, as melhorias no organismo são visíveis. No entanto, há que se considerar a questão do equilíbrio. O corpo humano funciona como uma máquina onde tudo é conectado e o funcionamento de cada peça é coordenado. Quando há um desequilíbrio, outra peça da engrenagem padece. Por exemplo, hoje se fala muito sobre a importância do controle do colesterol. Porém, em níveis muito baixos, ele pode fazer com que o haja prejuízo no funcionamento do pâncreas.

No caso dos hormônios acontece o mesmo. A reposição hormonal deve ser usada para gerar a melhoria desejada (rejuvenescimento, emagrecimento, manutenção do sono, fortalecimento muscular, etc) a partir de uma visão sistêmica do corpo para que haja pleno equilíbrio. Dessa forma, a individualização desse tipo de tratamento é fundamental, assim como o acompanhamento médico e não somente estético do assunto.

A reposição hormonal, que revolucionou a medicina no início dos anos 1990, ao poucos perdeu sua unanimidade na opinião dos médicos, em razão dos efeitos colaterais diagnosticados, entre eles a possibilidade do paciente desenvolver algum tipo de câncer. Hoje, novas técnicas chegam ao mercado para quebrar este paradigma.

O problema não está na reposição em si, mas sim nos tipos de hormônios e a maneira que são empregados. Uma nova classe de hormônios, chamados de bioidênticos, pois são muito semelhantes aos encontrados no corpo humano, têm uma excelente aceitação por parte do organismo. Isto torna a modulação hormonal bioidêntica (MHB) um tratamento com efeitos colaterais consideravelmente menores e as possibilidades de desenvolvimento de outras patologias, quase nulas.

A MHB é também um tratamento individualizado e que, por meio de exames detalhados dos níveis hormonais, o médico pode começar a corrigi-los de modo a trazer ao corpo a normalidade que tinha em seu auge, aos 30 anos. Esta correção dos níveis hormonais possibilita ao paciente um ganho de qualidade de vida muito grande em um curto espaço de tempo, se comparado a outros tipos de tratamento, já que em média este novo método dura de 6 a 12 meses.

Este tipo de reposição hormonal resgata um aspecto da medicina individualizada e preventiva incomum na atualidade. O acompanhamento periódico do paciente para analisar o ritmo das mudanças é a chave para se atingir a harmonia do corpo, e também porque não dizer, da mente do paciente. A questão estética, envolvendo o melhor aspecto da pele e cabelo, são resultados deste equilíbrio e não o único objetivo, como muitos pregam. É necessário conceber a saúde e a qualidade de vida de dentro para fora do corpo e esta é uma das maiores vantagens da modulação hormonal bioidêntica.

* Médico

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