Assédio moral no ambiente de trabalho: você é vítima desse mal?

Homens e mulheres reagem de maneiras muito próximas às situações de incômodo, sendo que as mulheres sofrem ainda com o assédio sexual

Homens e mulheres reagem de maneiras muito próximas, sendo crises de choro e dores personalizadas algumas das reações mais comuns
Homens e mulheres reagem de maneiras muito próximas, sendo crises de choro e dores personalizadas algumas das reações mais comuns Foto: Divulgação, Marcelo Matusiak

Em pesquisa feita pelo site Assédio Moral, homens e mulheres reagem de maneiras muito próximas às situações de incômodo. Algumas das consequências são crises de choro, dores generalizadas, palpitações e tremores, podendo chegar a danos psicológicos como sentimento de inutilidade, e causar outros problemas, como insônia, sonolência excessiva e até depressão e diminuição da libido.

Nesse caso, o profissional deve procurar ajuda, se não dentro da empresa, consultando um especialista. Em situações mais críticas, o indicado é contar com a orientação profissional de um advogado. Até porque um clima organizacional tenso e a relação entre funcionários abalada podem refletir na vida pessoal e profissional dos colaboradores, além de prejudicar a rotina da empresa.

Conforme a advogada especialista em direito do trabalho, Paula Lopes Azevedo dos Santos, o quadro de assédio moral pode ser conferido em casos como exigência de metas impossíveis, colocar os funcionários em situações vexatórias ou deixar o trabalhador sem atividades por realizar.

? O conceito de assédio moral é muito subjetivo, não tem uma regulamentação específica. Tudo que se diz hoje é baseado na Constituição Federal. É muito do que envolve a dignidade da pessoa humana e o que é respeitoso dentro do ambiente de trabalho. Um dos principais requisitos para se enquadrar é a repetição destes quadros vexatórios para o mesmo funcionário ou um grupo ? explica a especialista.

Hoje, o assédio moral hoje acontece da mesma maneira com homens e mulheres. Paula aconselha que, quando ameaçado, o funcionário deve “buscar uma ouvidoria, caso exista essa estrutura dentro da empresa, ou então comunicar os gestores superiores”. O que importa, na opinião da advogada, “é que o caso seja conhecido por parte do gestor para que ele fique consciente do ocorrido e possa tomar alguma providência”. Paula adverte também para o risco do assédio sexual, que acontece mais frequentemente com as mulheres. 

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