Aumenta número de estudantes que usam textos da internet para turbinar notas

Veja como orientar seu filho a não copiar trabalhos alheios para a escola

Professores usam programas para detectar quem é adepto do "control C, control V"
Professores usam programas para detectar quem é adepto do "control C, control V" Foto: Stock Photos, Divulgação

O problema pode parecer distante, mas está mais perto do que você imagina. E pode estar nascendo dentro de sua casa, em frente ao computador.

A cada ano, é cada vez mais frequente os professores identificarem trabalhos de estudantes com cópias de conteúdo provindas diretamente da internet. Por mais que alguns adultos não vejam problema nisso, a técnica inibe a curiosidade das crianças, o poder de síntese e o conhecimento sobre como fazer pesquisas e citar referências bibliográficas.

No Reino Unido, por exemplo, o número de escolas que usam softwares para detectar plágio vem aumentando semanalmente. A ideia é barrar os espertinhos que querem ganhar notas máximas copiando e colando conteúdo da rede mundial de computadores e fazer com que as crianças, especialmente aquelas com menos de 11 anos, sejam ensinadas a não correr este risco e a produzir trabalhos a partir da pesquisa, e não da cópia.

Atualmente, estima-se que 90 escolas e mais de 130 faculdades de lá usem uma base de dados para conferir o conteúdo da produção entregue pelos alunos – o dobro do número registrado há dois anos. Barry Calvert, um dos responsáveis pelo software Turnitin, afirma que professores e diretores acreditam que jovens estudantes precisam ser monitorados e supervisionados por adultos sobre como fazer pesquisas em autores de referência, em vez de simplesmente copiar os textos disponíveis na rede.

Outro fator que vem alarmando as escolas na Europa é o fato de os estudantes se disporem a pagar por um trabalho pronto. De acordo com uma pesquisa feita pelo economista Dan Rigby com 90 estudantes universitários do segundo e do terceiro ano, a maioria deles pagaria até 300 libras (cerca de R$ 800) para obter uma nota máxima em uma avaliação e até 217 libras (cerca de R$ 580) por um bom trabalho. O pesquisador também confirmou que pelo menos 45% dos estudantes colaram durante provas ou testes para passar de ano.

– Nós precisamos fazer com que os estudantes compreendam que internet não é apenas um tipo de informação que você pode usar. É, na verdade, o trabalho de alguém que precisa ser creditado e pesquisado – explica Barry Calvert.

Para completar o desespero dos educadores, estima-se que todos os anos exista um crescimento de 6% no número de estudantes que usam celulares e aparelhos de MP3 para burlar as avaliações. Desse jeito, especialistas só têm um conclusão: boas maneiras e o conhecimento sobre a importância de estudar são tarefas que devem ser ensinadas dentro de casa. Talvez longe do computador.

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