Autorretrato: Arnaldo Cohen, pianista

Cohen toca neste sábado em Porto Alegre
Cohen toca neste sábado em Porto Alegre Foto: Bella Cardim, Divulgação

O pianista Arnaldo Cohen participa, no sábado, 26, no Salão de Atos da UFRGS, do Concerto Gala – Ospa 60 anos, sob regência do diretor artístico da orquestra, Isaac Karabtchevsky.

Que cena da sua vida você escolheria para reviver?
O nascimento do meu filho, Gabriel.

Qual o seu maior medo?
Que a raça humana seja uma experiência mal sucedida.

Que traço do seu temperamento o incomoda?
Dizer o que penso.

E nas outras pessoas?
A covardia, o ataque pelas costas.

Por que motivo chorou a última vez?
De saudade do Max, meu cachorro e amigo.

E por que motivo riu?
Por uma bobagem que eu mesmo disse.

Um hábito de que não abre mão.
Comer doce.

Um hábito de que quer se livrar.
Comer muito doce.

Que habilidade você gostaria de ter mas não tem?
Pintar.

Qual a maior extravagância que já cometeu?
Pegar um Concorde de Nova York para Londres, para poder chegar a tempo de jantar com minha ex-mulher no Dia dos Namorados.

O que menos gosta em sua aparência?
Os pés, tamanho 44.

Qual o seu bem mais precioso?
Saúde.

Qual você considera a maior das virtudes que uma pessoa pode ter?
Honestidade.

Qual é a sua ocupação favorita?
Pensar.

Prefere planejar ou ser surpreendido?
Ser surpreendido, claro.

Que lembrança de infância é mais nítida em sua memória?
Meu pai lendo jornal, numa manhã de sábado, ao som da velha vitrola Telefunken tocando um LP com a ária La Donna è Mobile (da ópera O Rigoletto, de Verdi), cantada por Mario Lanza.

Que presente você ganhou e nunca esqueceu?
Uma viagem surpresa de quatro dias para Portugal com meu filho Gabriel, organizada e oferecida por ele.

Que experiência artística teve mais impacto em você recentemente?
O livro Se Isto é um Homem, do italiano Primo Levi.

Qual a paisagem natural mais deslumbrante que você conhece?
O mar azul turquesa das Ilhas Mauricio.

Que presente você daria para a sua cidade natal se pudesse?
A possibilidade de caminhar com segurança, um direito inquestionável de todo cidadão, mas que não é respeitado.

O que você mais faz na internet?
Tudo, de trabalho a lazer.

Uma frase.
O cemitério é o lugar para onde vão todos os indispensáveis. Todos.

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