Autorretrato: Rogério Beretta, ator

Ator fala da rotina de boas gargalhadas

Rogério Beretta estreia Homens de Perto 2 com os colegas de comédia
Rogério Beretta estreia Homens de Perto 2 com os colegas de comédia Foto: Emílio Pedroso

Ele é parte integrante do sucesso teatral Homens de Perto, ao lado de Oscar Simch e Zé Victor Castiel, e volta aos palcos agora com Homens de Perto 2. As próximas apresentações estão marcadas para os dias 31 de julho e 1º de agosto no Teatro do Bourbon Country.

Que cena da sua vida você escolheria para reviver?
Eu e a atriz Suzi Marinez estávamos concorrendo a uma bolsa de estudos na Espanha, e o consulado espanhol me telefonou dizendo que eu havia sido escolhido. Liguei para a Suzi, ela me desejou boa viagem e desligou. A sensação foi estranha. Eu fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Meia hora depois, ela me ligou e, aos gritos, comemoramos sua inclusão na viagem, ela também tinha sido contemplada. Estamos juntos desde então e já temos um filho de 20 anos, o Vitório, que também escolheu a carreira de ator.

Qual o seu maior medo?
Não poder fazer o que eu mais amo: teatro.

Que traço do seu temperamento o incomoda?
Ser demasiadamente centralizador. Tenho que aprender a confiar mais nos outros.

E nas outras pessoas?
Irresponsabilidade e mau humor.

Por que motivo chorou a última vez?
Não sei lidar com perdas. Quando perdi meu pai foi terrível e pensei que já tinha aprendido, aí veio a perda de minha mãe.

E por que motivo riu?
Hoje, já ri muitas vezes.

Um hábito de que não abre mão.
Jogar futebol semanalmente.

Um hábito de que quer se livrar.
Envelhecer.

Que habilidade você gostaria de ter mas não tem?
Ser músico.

Qual a maior extravagância que já cometeu?
Era época de vacas magras, estávamos em Málaga, na Espanha. Acordei, um belo dia, e fui ao banco para raspar o restinho do saldo para comprar comida para o fim de semana. Foi quando deparei com um crédito de US$ 5 mil. Era uma quantia que o governo espanhol me devia fazia quase um ano. Saquei tudo e comprei um carro à vista.

O que menos gosta em sua aparência?
Do meu cabelo. É difícil de ajeitar.

Qual o seu bem mais precioso?
Minha família.

Qual você considera a maior das virtudes que uma pessoa pode ter?
Confiabilidade e persistência.

Prefere planejar ou ser surpreendido?
Como bom teatreiro aquariano, gosto de improvisação.

Que presente você ganhou e nunca esqueceu?
Quando fiz 15 anos, um relógio Mondaine com pulseira de couro branca.

Que experiência artística teve mais impacto em você recentemente?
Dois filmes: O Segredo de Seus Olhos e Os Homens que não Amavam Mulheres.

Qual a paisagem natural mais deslumbrante que você conhece?
O Vale da Utopia, na trilha entre a Praia da Pinheira e a Praia da Guarda.

Que presente você daria para a sua cidade natal se pudesse?
Uma praia e um clima mais quente.

O que você mais faz na internet?
Comunicar-me com os amigos e pesquisar.

Uma frase.
O homem pode viver bem se assim o desejar, mas pode viver muito melhor com um pouco de criatividade.

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