Avastin não é efetivo contra o câncer de mama

Painel de especialistas americanos recomenda à FDA a proibição da venda do remédio

Fãs da diva do R&B já podem começar a decorar as letras e ensaiar as coreografias
Fãs da diva do R&B já podem começar a decorar as letras e ensaiar as coreografias Foto: Divulgação

Um painel de especialistas independentes convocados pela Administração Americana de Alimentos e Medicamentos (FDA) ratificou ontem a recomendação feita meses atrás de proibir a venda do remédio anticancerígeno Avastin.

Em uma votação unânime, o grupo afirmou que os testes demonstram que o Avastin não é efetivo contra o câncer de mama, depois que o gigante farmacêutico suíço Roche iniciou na terça-feira uma audiência de dois dias para pedir que a FDA reconsiderasse sua posição. O painel da FDA já havia decidido em dezembro que o Avastin não prolongava a vida em pacientes com câncer de mama e causava efeitos colaterais graves, e pediu que a FDA tomasse medidas para revogar a aprovação do mercado e modificar o rótulo do medicamento.

O remédio, também conhecido como bevacizumab, traz riscos como hipertensão arterial grave e hemorragia e não prolonga a sobrevida global em mulheres com câncer de mama, segundo o painel. O Avastin foi aprovado para o tratamento de câncer de mama em estado avançado no âmbito do programa da FDA de aprovação acelerada, que permite a autorização provisória de medicamentos para câncer e outras doenças potencialmente fatais.

A recomendação do grupo de especialistas não afeta o uso do Avastin para tratar outros tipos de câncer, incluindo câncer de pulmão e de cólon. A FDA deve emitir uma decisão final sobre o tema, embora não tenha sido anunciada nenhuma data. A agência americana não é obrigada a seguir as recomendações do painel de especialistas, embora normalmente acate suas decisões.

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