Banco de leite humano ajuda bebês prematuros: veja como contribuir em Porto Alegre

Apesar de estimular a amamentação materna e a doação, estoque de leite humano é baixo no Fêmina

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A principal missão do pequeno Theo Benhur, que significa “Deus seja louvado”, nesses seus dois dias de vida é aprender a mamar e fazê-lo o mais que puder. O nenê é um exemplo do objetivo do Banco de Leite Humano do Hospital Fêmina, de Porto Alegre, que se dedica a estimular a amamentação materna e a doação de leite, principalmente para os bebês internados na UTI Neonatal do hospital.

O banco de leite, a exemplo do que ocorre com os outros da rede gaúcha, precisa aumentar os estoques, quase zerados, como explica a médica Maria Emília Soares, responsável pelo serviço no Fêmina. O banco completou dois anos dia 19 e tem instalações que seguem rigorosamente os padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Foi numa das salas do complexo que o começo da tarde de ontem pegou a pediatra Maria Emília ensinando Juliane, a mãe de Theo, e o recém-nascido a se conhecerem melhor. Com rápida passagem pela UTI, só agora ele começava a aprender a mamar. Maria Emília explicava à mãe o passo a passo dessa atividade tão importante:

— O recém-nascido é um livro em branco, que começa a escrever sua memória. Cada detalhe é importante. Nós temos a responsabilidade de ajudar nesse vínculo que é para sempre.

Esse serviço constante e diário mobiliza toda uma equipe multidisciplinar que se desdobra para cumprir seus objetivos. Nem sempre consegue. Ano passado, por exemplo, a meta era alcançar um estoque mensal de 40 litros de leite. A média chegou a ser inferior a 25 litros, o número mais modesto estabelecido como o nível pretendido para 2011. Mas as geladeiras estão quase vazias, são escassas as vasilhas com o líquido. E por isso o apelo da responsável pelo banco de leite, por mais doações.

40 mães doam por mês

Se for olhado apenas o número de doadoras cadastradas, a impressão é de que não pode haver dificuldades.

Um livro registra mais de 1,7 mil delas. A questão é que a média mensal de mães que doam tem sido de cerca de 40, pouco para as necessidades do banco de leite de um hospital que em 2010 registrou atendimento a aproximadamente 700 mães por mês, internadas ou não.

Cada nova mamada de Theo Benhur é vista pela equipe da médica Maria Emília como uma louvação a Deus, mesmo.

Uma vitória que serve como exemplo para que muitas mães se sensibilizem e procurem ajudar o setor. O hospital tem várias formas de ir buscar o leite doado, só aguarda as ofertas.

Serviço
– Quem pode doar: mães saudáveis, que estejam amamentando e tenham leite em excesso
– Contatos: em Porto Alegre, as informações podem ser obtidas no Hospital Fêmina, (51) 3314-5362 ou 3314-5353, Hospital Presidente Vargas, (51) 3289-3334, e Santa Casa, (51) 3214-8284. No Interior, há bancos de leite também em Bagé, Ijuí e Rio Grande

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