Bebês também sentem medo: saiba como identificar os motivos

Crianças são sensíveis à exposição de estímulos fortes ou repentinos

Quando o bebê se transforma em uma criança móvel, ele adora explorar, mas sempre tenta ficar de olho nos pais
Quando o bebê se transforma em uma criança móvel, ele adora explorar, mas sempre tenta ficar de olho nos pais Foto: Jefferson Botega

Sentir medo é comum na infância, mesmo que os pais não entendam os motivos. De acordo com especialistas, o sentimento é comum quando os pequenos percebem que os pais estão longe – a reação é entrar em pânico e começar a chorar. Isso dispara o alarme e ajuda a aumentar as chances de resgate.

Além disso, as crianças são sensíveis à exposição de estímulos fortes ou repentinos que perturbam a paz e a tranquilidade de seu mundo, como explica Desmond Morris, autor do livro Meu Bebê.

Medo de barulho

Quando viajam de avião com bebês muito pequenos, os pais percebem que ataques de choro são comuns durante a decolagem e a aterrissagem. Isso ocorre porque o ouvido do bebê é delicado e se machuca devido ao estrondo repentino e por causa da pressão que é exercida em seus tímpanos com a mudança de altitude.

Medo de cair

O bebê reage assustado a qualquer mudança de posição radical e inesperada. Os movimentos tensos e bruscos da mãe nervosa ou agitada dizem para seu bebê recém-nascido que existe algum perigo por perto. Se a mãe deixar o bebê com a avó, ela o segurará com carinho, até que ele se sinta novamente seguro e consiga relaxar. Todos os bebês se acalmam com movimentos suaves, lentos e carinhosos.

Medo de estranhos

Por volta dos seis meses, o bebê não distingue a diferença entre parentes próximos e estranhos e fica feliz se qualquer um o pega no colo. Contudo, a partir dos seis meses, ele começa a reconhecer as pessoas mais próximas e mais queridas e as identifica como indivíduos. Também as estranha com mais facilidade.

Os gritos são angustiantes para parentes que fazem visitas ocasionais e que acabam não entendendo por que o bebê o estranha e tem reação tão negativa. Nesses casos, a pessoa é classificada como um perigo. Mais tarde, a criança aprenderá que os estranhos também podem ser amigos, mas isso não pode ser apressado.

Medo de se perder

Quando o bebê se transforma em uma criança móvel, ele adora explorar, mas sempre tenta ficar de olho nos pais. Se suas explorações o afastam da vista dos seus protetores, começa um momento de pânico, e ele corre de volta para os pais. Se ele se perde no meio de uma multidão, o pânico pode se tornar desespero, que só passa com a chegada dos pais. De fato, ele passou por um medo em dobro: o da ansiedade de separação e da ansiedade de estar com um estranho.

Medo de escuro

Se a criança chora quando é deixada sozinha no quarto, com a luz apagada, é possível que ela não tenha medo do escuro, mas da separação do protetor. Por isso, acender a luz durante a noite não resolve o problema. Para o bebê, não é natural que os pais o deixem sozinho. Seu choro intenso pode fazê-lo perceber isso. Quando a criança tem cerca de dois anos, sua imaginação começa a criar monstros escondidos debaixo da cama, no quarto escuro.

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