Brasileiras morrem mais de câncer do que por doenças do aparelho circulatório

Dados são da pesquisa Saúde Brasil 2007, do Ministério da Saúde

As mortes de mulheres em idade reprodutiva (10 a 49 anos) decorrentes de câncer aumentaram 2,3 pontos percentuais entre 2000 e 2005 e superaram os óbitos por doenças do aparelho circulatório. Os dados fazem parte da publicação Saúde Brasil 2007, divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Ministério da Saúde, de acordo com o G1.
Conforme o levantamento, as neoplasias (grupo que reúne os vários tipos de câncer) responderam por 20,7% do total de mortes em 2000. Em 2005, corresponderam a 23% dos casos. No mesmo período, as doenças do aparelho circulatório caíram de 23,3% dos óbitos para 21,1%.

Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio e a hemorragia intracerebral foram as causas específicas mais comuns de mortes entre as mulheres (4.552 óbitos em 2005, taxa de 7,5 por 100 mil mulheres).

Dos cânceres, o de mama continua a ser o que mais mata mulheres em idade fértil. Na lista de causas específicas, aparece em sexto lugar (2,7 mil mortes em 2005, taxa de 4,5 por 100 mil), seguido do de cólo de útero (2.165, taxa de 3,5 por 100 mil).

Raça e cor

O estudo do Ministério da Saúde revela que mulheres brancas têm mais risco de morte por acidentes com veículos e atropelamentos (de 7,1 por 100 mil mulheres) do que negras e pardas.

Segundo o ministério, o risco de uma mulher branca em idade fértil ser assassinada por arma de fogo é maior que o de morte por doenças isquêmicas e câncer do colo de útero.

Entre as mulheres negras e pardas, o risco de morte por doenças cerebrovasculares é duas vezes maior em relação às mulheres brancas. A avaliação do Ministério da Saúde é de que os óbitos podem estar associados a questões genéticas ou a uma situação socioeconômica desfavorável, com mais casos de pobreza e dificuldade de acesso a serviços de saúde.

O risco de morte decorrente de contaminação pelo HIV é, nas negras, 2,6 vezes maior do que entre as mulheres brancas. No caso de mortes violentas, negras e pardas têm um risco três vezes maior de serem vítimas de homicídios do que mulheres brancas.

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