Britânicos apresentam novo tratamento para câncer de mama

Resultados dos testes são promissores para mulheres com histórico familiar da doença

Altas: Ligadas em tendências futuristas, valorizam pessoas de pescoço longo e rosto de formato quadrado ou redondo. Evite se tem pescoço curto ou rosto afunilado. Exageradas, criam um ar misterioso para o rosto
Altas: Ligadas em tendências futuristas, valorizam pessoas de pescoço longo e rosto de formato quadrado ou redondo. Evite se tem pescoço curto ou rosto afunilado. Exageradas, criam um ar misterioso para o rosto Foto: Ricardo Moraes

Uma equipe de pesquisadores britânicos apresentou um novo tratamento contra o câncer de mama hereditário que poderia devolver a esperança a um grupo que desenvolve, em muitos casos, os tipos dessa doença mais agressivos e com um maior índice de recaída.

O novo tratamento, batizado pela farmacêutica britânica Astrazeneca como Olaparib, atua inibindo a enzima “Parp”, uma molécula utilizada pelas células cancerígenas para reparar o DNA após as sessões de quimioterapia e prosseguir, assim, sua expansão pelo organismo. Ao impedir este processo de regeneração, o remédio consegue que as células cancerígenas se tornem mais sensíveis à quimioterapia, aumentando a efetividade do tratamento.

O remédio atua de forma específica sobre as mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2 e destrói as células cancerígenas sem afetar as demais células saudáveis, com o que se elimina os efeitos secundários derivados dos tratamentos tradicionais.

Para chegar a essa conclusão, os especialistas do King’s College, de Londres, estudaram 54 mulheres com a doença em hospitais europeus, americanos e australianos, que foram divididas em dois grupos para receber uma dose mais ou menos alta de Olaparib. Assim, foi comprovado que no grupo que recebeu uma dose maior, o tamanho do tumor foi reduzido em 40% dos pacientes. Em um dos casos, inclusive, o tumor chegou a desaparecer totalmente.

O novo medicamento também é capaz de fazer frente a um tipo de câncer que até agora foi especialmente difícil de tratar, o triplo negativo. Embora esses pacientes respondam melhor à quimioterapia, não se beneficiam de tratamentos endócrinos nem de remédios antitumorais adequados a seu perfil genético, por isso que costumam sofrer recaídas adiantadas e ter poucas possibilidades de sobrevivência.

Segundo o diretor da unidade de pesquisa do câncer de mama do King’s College, Andrew Tutt, os resultados alcançados com o novo medicamentos são “muito promissores para as mulheres com câncer de mama hereditário”, que representam 5% dos casos de tumores mamários do Reino Unido. As mulheres com um forte histórico familiar de câncer de mama e que herdam um gene BRCA1 ou BRCA2 defeituoso têm 80% mais de probabilidades de sofrer da doença em algum momento.

Este e outros novos tratamentos contra o câncer estão sendo apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia realizado esses dias em Orlando (EUA).

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