Broches da diplomacia: as mensagens nas joias de Madeleine Albright

Albright e o broche de vespas no encontro com Yasser Arafat
Albright e o broche de vespas no encontro com Yasser Arafat Foto: BD/ZH

Esqueça “leia os meus lábios”. Quando o negócio for com Madeleine Albright, ex-embaixadora dos Estados Unidos na ONU e secretária de Estado do governo Bill Clinton, o melhor é “leia meus broches”.

Em seu novo livro, Read My Pins (Leia Meus Broches, em tradução livre), recém-publicado nos Estados Unidos, Madeleine revela que o broche escolhido por ela para usar na lapela esquerda era determinado por seu papel na negociação diplomática que estivesse em andamento. Enquanto Yasser Arafat foi tratado com uma vespa, o presidente da Coreia do Sul, Kim Dae-jung, recebeu um bem mais acolhedor sol.

A mania começou depois da Guerra do Golfo, em 1994, quando a imprensa iraquiana se referiu a ela como uma “serpente sem igual” – e Madeleine decidiu usar uma cobra enrolada em seu encontro seguinte com Saddam Hussein. Até sua saída do cargo, ela contabilizava mais de 300 broches em sua coleção – a maioria deles adquirido a preço de banana em mercados de pulgas, inclusive um lançador de granadas impulsionado por foguetes (presumivelmente para reuniões com o Talibã) e um disco voador de ouro com direito a três alienígenas.

AS MENSAGENS NO PEITO

::: Ao encontrar-se com o líder norte-coreano Kim Jong-il, em 2000, a mensagem era de um nacionalismo exacerbado: “Usei uma versão ousada da bandeira americana”.

::: Albright guardava seus melhores broches para os russos. No encontro com o secretário de Exterior Igor Ivanov, usou uma joaninha (bug, em inglês) para que os russos soubessem que o Departamento de Estado sabia que estava sendo grampeado (em inglês, bugged): “Acho que eles entenderam a mensagem”.

::: Nas tratativas de paz no Oriente Médio em 1999, Albright ocasionalmente usava vespas para os encontros com o líder palestino Yasser Arafat: “Eu usava vespas em dias difíceis, em que pretendia dar algumas alfinetadas e estabelecer uma questão mais dura”.

::: Com o lider norte-coreano Kim Jong-il, a mensagem do nacionalismo foi passada com o broche da bandeira americana em tamanho gigante. Já com o palestino Yasser Arafat, as escolhidas eram vespas “para dar alfinetadas”.

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