Bronzeamento a jato é uma opção contra a prolongada exposição ao sol

Aplicação do spray dura cerca de 20 minutos; o efeito dura aproximadamen­te sete dias

Uma esfoliação an­tes da aplicação ajuda a ficar mais tempo com a cor
Uma esfoliação an­tes da aplicação ajuda a ficar mais tempo com a cor Foto: Roberto Scola

Cobiçada pelas mulheres, aclamada pelos homens. A mar­quinha de biquíni é uma espé­cie de atestado do bronzeado em dia. Mas os dermatologistas condenam a demasiada exposi­ção ao sol e dizem que existem outras maneiras de conquistar a cor do verão. O bronzeamento a jato é uma das alternativas.

Ainda é primavera, mas Juliana Borba, 22 anos, exibe uma pele morena, queimada de sol. O tom che­gou aos poucos, com protetor solar fator 30 no corpo. No rosto, 50.

— Não passo bronzeador e nun­ca fico vermelha. Sempre estou com filtro. Se a gente não se cuida, a pele descasca, e o bronze começa do zero. Com protetor, ele se mantém — diz.

Juliana mora na beira da praia do Campeche, em Florianópolis, e pega cor fácil. Para ajudar ainda mais, come alimentos com betacaroteno.

Mas mesmo protegida com filtro, a dermatologista Gisele Bernstein não aprova a conduta da jovem.

— Como médica, não posso reco­mendar que as pessoas fiquem bron­zeadas. É sinal de que houve uma longa exposição ao sol — adverte.

Para quem quiser ficar bem na es­tação, a especialista aconselha os cre­mes autobronzeadores ou o bronzea­mento a jato. Ela observa que eles não têm contraindicação e não fazem mal à pele, enquanto a ida à praia, além de causar manchas e rugas, pode provocar câncer.

Pessoas de pele mo­rena também não escapam dos pro­blemas causados pelos raios solares. A dermatologista lembra que, quanto mais tempo a pessoa se expõe ao sol, mais prejuízos causa à saúde.

Bronzeamento superficial

A aplicação do spray dura cerca de 20 minutos, depois é esperar oito ho­ras, sem tomar banho, para o produto agir e pronto: o resultado fica perfeito.

Com a proibição das câmaras de au­tobronzeamento pela Agência Nacio­nal de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2009, o bronzeamento a jato tor­nou-se a opção para quem não quer chegar à praia “branquelo”. O pro­duto usado contém DHA, substância que em contato com a pele provoca uma reação química, resultando, en­tão, no tom esperado.

— O bronzeado é totalmente super­ficial, só chega à primeira camada da pele, por isso, não é prejudicial — ex­plica Arlete Coelho Simas, dona do Centro de Estética Alerte, na Capital.

O efeito dura aproximadamen­te sete dias. Para ajudar a ficar mais tempo com a cor, Arlete diz que é importante fazer uma esfoliação an­tes da aplicação. Deve-se evitar ba­nhos demorados. Passar hidratante está liberado — e até recomendando para a pele não ressecar e descamar.

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