Carinho protege mulheres dos efeitos negativos do estresse

Beijos e abraços dão mais segurança para encarar as dificuldades da vida

Contato físico é capaz de reduzir o estresse, seja através de carinho ou de sexo
Contato físico é capaz de reduzir o estresse, seja através de carinho ou de sexo Foto: Divulgação

Mulheres que recebem mais beijos e abraços de seus parceiros se sentem mais seguras para enfrentar os problemas do dia-a-dia. É o que aponta um novo estudo publicado no Journal of Psychosomatic Medicine deste mês, que tenta explicar porque mulheres em relacionamentos longos têm uma saúde melhor do que aquelas que passam muito tempo solteiras.

Os pesquisadores acompanharam 51 mulheres alemãs casadas durante uma semana. Neste período, elas tiveram que anotar diariamente como estavam se sentindo e quantas vezes haviam sido beijadas, abraçadas ou tinham feito sexo com o parceiro. O resultado foi que aquelas que tinham um contato físico maior com o sexo oposto tinham níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse, no sangue, e diziam se sentir mais seguras e tranqüilas.

O efeito dos toques carinhosos foi ainda maior em mulheres que estavam passando por situações difíceis na vida profissional, sugerindo que beijos e abraços podem ser um antídoto para problemas relacionados à carreira.

Para o médico Beate Ditzen, da Universidade de Zurique, os relacionamentos longos têm um efeito protetor na saúde do casal. Segundo ele, a estabilidade trazida pela união ajuda a prolongar a vida e aumenta sua qualidade.

– O contato físico é um poderoso redutor de estresse. É possível que ele seja a base do efeito benéfico para a saúde trazido pelo casamento – disse Ditzen, que coordenou o estudo.

O ponto interessante do estudo, segundo o pesquisador, é que o tipo de carinho não faz tanta diferença na redução do estresse. Tanto faz segurar as mãos ou fazer sexo, garante Ditzen.

Brigas prejudicam saúde delas

Por outro lado, mulheres que estão infelizes em um relacionamento podem estar prejudicando a própria saúde. Uma pesquisa publicada no Journals of General Psychiatry indica que a infelicidade amorosa deixa o organismo feminino mais sujeito a inflamações, doenças cardíacas e artrite.

Outro estudo feito pela Universidade de Harvard mostra que mulheres que se submetem a parceiros agressivos ou hostis ficam com o sistema imunológico até 40% mais fraco por causa do excesso de hormônios como adrenalina e cortisol circulando no sangue.

Quem está solteiro, diz Beate Ditzen, deve procurar estreitar laços com amigos e familiares. O círculo social é ainda mais importante para elas, como indica pesquisa feita pelo Women’s College Hospital, nos Estados Unidos, com 1.300 mulheres. Segundo o instituto, mulheres que cultivam amizades femininas se sentem menos estressadas, têm um desempenho melhor no trabalho e sofrem menos de depressão, inclusive no pós-parto.

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