Caso de Sakineh está sendo realizado de forma legal, diz presidente do Irã

Mais de 50 mulheres estão condenadas à morte nos Estados Unidos

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou hoje que “o caso” da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani “está sendo realizado de forma legal”, à margem da cúpula sobre o Mar Cáspio que ocorre em Baku, no Azerbaijão.
  
A declaração do mandatário deu a entender que o caso da mulher condenada à morte por adultério e participação no homicídio do marido ainda não esta encerrado, ao contrário das denúncias que organizações em defesa dos direitos humanos vem fazendo sobre a eminência de uma execução.
  
Ahmadinejad também protestou contra a postura do governo norte-americano em condenar a sentença, uma vez que “nos Estados Unidos, onde mais de 50 mulheres condenadas à morte estão aguardando a execução, não têm o direito de criticar a sentença emitida pelo nosso tribunal contra a Sakineh”. As informações são da agência de notícias russa Interfax.
  
? Tenho uma lista de 53 mulheres condenadas à morte nos Estados Unidos e que atualmente esperam para ser executadas. Nesta situação, surge a pergunta: se o problema com uma mulher no Irã é visto como uma violação dos direitos humanos, então, por que não se coloca o caso das 53 mulheres nos Estados Unidos? ?questionou o líder iraniano.
  
No início de novembro, o embaixador do Irã em Roma, Seyed Mohammad Ali Hosseini, declarou que as recentes informações sobre a execução de Sakineh eram uma “tentativa de desviar a opinião pública”.
  
? Por que o problema não é discutido naquele país, enquanto conosco todos reclamam? ? questionou o presidente da nação persa.

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