Cerca de 25% das mulheres sofreram violência no atendimento ao parto, aponta estudo

Aproximadamente 10% das mulheres sentiram dor ao fazer o exame de toque durante o trabalho de parto

Rompimento deve ser avaliado por ambos os cônjuges praticamente
Rompimento deve ser avaliado por ambos os cônjuges praticamente Foto: Stock Photos

Uma pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo revelou que 25% das mulheres que tiveram filhos de parto natural na rede pública ou privada de saúde sofreram algum tipo de violência no atendimento ao parto. Dessas, 74% ouviram a ofensa na rede pública e 17% em hospitais particulares. Outras 8%, nos dois locais.

Os dados são da pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Públicos e Privados, feita em agosto do ano passado. No capítulo Violência Institucional no Parto, a pesquisa mostra que, entre as entrevistadas, 68% tiveram o parto na rede pública, 16% na privada e 8% recorreram às duas redes hospitalares em ocasiões distintas.

A pesquisa indicou ainda que 23% das entrevistadas ouviram algum tipo de despropósito durante o momento do parto. Entre as frases mais ouvidas, estão ‘não chora que, no ano que vem, você está aqui de novo’ (15%); seguida de ‘na de hora de fazer não chorou nem chamou a mamãe, por que está fazendo [isso] agora?’ (14%); ‘se gritar, eu paro agora o que estou fazendo, não vou te atender’ (6%); e ‘se gritar vai fazer mal para o seu neném, seu neném vai nascer surdo’ (5%).

Também foi constatado que 10% das mulheres sentiram dor ao fazer o exame de toque durante o trabalho de parto, 10% tiveram negado o pedido de algum tipo de alívio para a dor e 9% responderam que foram ofendidas com gritos do atendente. E ainda 9% das mulheres não foram informadas sobre qual o procedimento o atendente estava fazendo, 8% reclamaram que o atendente se negou a atendê-las e 7% foram humilhadas ou xingadas.

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