Cerca de 30% das mulheres roncam – e a culpa pode ser da menopausa

Fatores emocionais e externos também interferem no problema, dizem médicos

Elvis e Madona e trata de um romance entre um travesti (Igor Cotrim) e uma lésbica (Simone Spoladore)
Elvis e Madona e trata de um romance entre um travesti (Igor Cotrim) e uma lésbica (Simone Spoladore) Foto: Divulgação

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De acordo com a Sociedade Brasileira do Sono, 20 milhões de pessoas dormem roncando, sendo 40% de homens e – pasmem! – 30% de mulheres. Excesso de peso, sedentarismo e hipertensão são os grandes vilões que contribuem para o problema que, no caso delas, é agravado pela menopausa.

? O ronco é um barulho feito pelo palato mole durante a inspiração. Até a menopausa o hormônio sexual feminino protege a via aérea, por isso a incidência nas mulheres é maior nessa fase. O índice de apneia em homens é maior até os 60 anos, a partir daí homens e mulheres ficam equiparados ? explica a neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Sociedade Brasileira do Sono.

Um estudo recente mostrou que 50% dos adultos roncam e, desses, 30% param de respirar durante o sono, têm apneia. Como constatar? Cansaço constante, dificuldade para emagrecer, falta de memória, hipertensão ou disfunção erétil podem ser algumas pistas.

? A apneia é um distúrbio lento, progressivo e é comum o homem não querer tratar. As queixas muitas vezes vêm das mulheres ? diz Andrea, que explica que, para cada homem com insônia, há três mulheres.

Além dos fatores emocionais como depressão, a insônia é causada por fatores externos como barulho, que pode ser inclusive do ronco deles.

Existem inúmeros tratamentos para os distúrbios respiratórios do sono que devem ser discutidos individualmente, pois dependem da idade, sexo, anatomia da garganta, nariz e face e principalmente da gravidade do problema detectada na polissonografia que é o exame de eleição para o diagnóstico.

Algumas medidas simples, no entanto, podem amenizar o problema: reduzir ou eliminar o cigarro, não ingerir bebidas alcoólicas, evitar grandes refeições antes de dormir, evitar remédios para dormir, evitar o decúbito dorsal (barriga para cima), perder peso e realizar atividade física regular.

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