Cerca de 86% dos internautas brasileiros usam internet para saber sobre saúde

Somente uma em cada quatro pessoas verifica a credibilidade das informações

Atualmente,  cerca de 23% dos brasileiros marcam consultas, acessam seus prontuários médicos e resultados de testes pela internet
Atualmente, cerca de 23% dos brasileiros marcam consultas, acessam seus prontuários médicos e resultados de testes pela internet Foto: Tatiana Cavagnolli

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira revelou que 86% dos brasileiros com acesso à internet utilizam a rede para buscar orientações sobre saúde, remédios e outros temas relacionados. Os dados da pesquisa revelam que 68% dos brasileiros buscam online informações sobre medicamentos, 45% procuram se informar sobre hospitais e 41% querem conhecer na internet experiências de outros pacientes com determinado problema de saúde. No entanto, somente um quarto das pessoas verifica as fontes das informações de saúde disponíveis na internet.

Os resultados mostraram que a maioria dos brasileiros (57%) gostaria de poder renovar suas prescrições de tratamentos pela internet, enquanto 55% gostariam de usar a rede para marcar as consultas e 54% mostram interesse em acessar seus prontuários médicos ou resultados de testes online. Atualmente, 23% marcam consultas, acessam seus prontuários médicos e resultados de testes pela internet.

Com smartphones e tablets em vias de superar as vendas de computadores pessoais em 2012, não só existem mais informações online como também mais formas de acessá-las. Um relatório da London School of Economics (LSE), divulgado nesta terça-feira, apontou que haverá dificuldades para selecionar o conteúdo, já que os internautas não verificam a fonte das informações.

? Informações de saúde não confiáveis disponíveis na internet podem trazer sérias consequências. O paciente pode interpretar erroneamente seus sintomas, levando a uma corrida por exames e até tratamentos desnecessários. Ou o contrário, pode levar o paciente a subestimar o problema. Para quem estiver procurando informações online, é realmente importante se certificar de que a fonte é segura ? afirma Sneh Khemka, diretor médico da Bupa Internacional, empresa idealizadora da pesquisa.

A pesquisa entrevistou 12.262 pessoas em 12 países, sendo 1.005 brasileiros. Além do Brasil, participaram da pesquisa a Austrália, China, França, Alemanha, Índia, Itália, México, Rússia, Espanha, Reino Unido e EUA. No Brasil, a idade da amostra foi representativa da população até 50 anos.

Dados globais da pesquisa:

:: os russos são os que mais pesquisam tais informações na Internet (96%), seguidos pela China (92%), Índia (90%), México (89%) e Brasil (86%). Os franceses são os que menos utilizam pesquisam informações de saúde (59%);

:: as mulheres são mais propensas (86%) a usar a Internet para questões de saúde do que os homens (77%);

:: as pessoas mais jovens (18-24 e 25-34) usaram mídias sociais para se informar sobre questões de saúde – aproximadamente um quarto deste grupo etário publicou comentários/perguntas ou usou sites como o Facebook ou o MySpace para este fim. A porcentagem se reduz com a idade.

Dicas para pesquisa de informações de saúde online:

:: ao fazer esse tipo de busca é importante ser o mais específico possível com os termos de pesquisa;

:: mesmo que a pesquisa encontre um site com aspecto promissor, vale a pena conferir a fonte das informações;

:: confira se há um selo de qualidade: sites de saúde confiáveis podem exibir um selo de qualidade de uma instituição independente. O selo pode garantir que o site divulga informações dignas de confiança;

:: se não houver uma marca de qualidade, é importante descobrir quem é responsável pelo site e quem são os autores do conteúdo. procure a seção ‘A Nosso Respeito;

:: Verifique a data: conselhos médicos podem ficar desatualizados, por isso confira em que época a informação foi publicada e data da última atualização.

:: Fale com o seu médico: por mais confiável que a informação encontrada seja, se você estiver com algum problema de saúde deve buscar a orientação do seu médico e não se automedicar.

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