Cervejas gourmet ganham popularidade

A bebida cai bem com diferentes pratos

A cerveja pilsen é a mais tradicional no Brasil
A cerveja pilsen é a mais tradicional no Brasil Foto: Divulgação

Essa história de que cerveja só combina com linguiça, batata frita, churrasco e amendoim é página virada no livro da gastronomia moderna. Elevada ao status gourmet, que faria corar até um monge cervejeiro, a bebida de cevada fermentada cai bem com uma infinidade de combinações culinárias. Todas devidamente harmonizadas conforme a nova etiqueta etílica. O negócio é tão sério que muitos bares já investem em cardápios com a sugestão de qual “cerva” acompanha melhor cada prato – do velho chope pilsen (lembrando que chope é cerveja não pasteurizada) às fórmulas weiss, à base de trigo.

Nessa onda dourada (às vezes ruiva, às vezes morena, é verdade), a franquia de bares Devassa, presente em diferentes capitais, é um dos principais expoentes da corrente da harmonização.

– As pessoas têm esse costume de beber cerveja e comer algo para acompanhar, um petisco. Então, a melhor forma é tentar harmonizar e tornar a experiência ainda mais rica – afirma o chef responsável pela versão candanga do bar, Edinaldo Lima.

O truque dele é equilibrar a força dos sabores:

– Se a comida for mais leve, acompanham uma cerveja ou um chope mais encorpados. No caso das comidas muito temperadas ou com sabores marcantes, a leveza da pilsen sempre é a mais recomendada.

A dica não é regra. Um prato condimentado também pode harmonizar bem com as cervejas mais elaboradas. Tudo depende de uma série de variáveis.

Mas além de saber o que vai com o quê, vale rever quais são as cervejas que entram nesse jogo de ligar os pontos.

– Aqui, na casa, temos as mais tradicionais. A loura, a negra, a ruiva, a sarará, a índia.

A gente explica: a primeira é a pilsen, a mais tradicional no Brasil. É leve e produzida com malte, tendo cor clara e translúcida. As mais refinadas são feitas com produtos diferenciados, com levedura de baixa fermentação. Vai bem com peixes, frangos, saladas ou molhos, e também harmoniza com sabores marcantes, que não devem entrar em competição com o sabor da bebida. O chope escuro, como diz o nome, tem cor acastanhada, levedura de alta fermentação, sabor adocicado e certa cremosidade.
Perfeito para acompanhar as sobremesas.

A ruiva entra no grupo das pale ales e é uma mistura de, pelo menos, seis tipos diferentes de malte. É a mais indicada para pratos condimentados, carnes de caça e queijos marcantes. A sarará tem um aroma diferenciado, é turva e faz parte da gama das maravilhosas cervejas weiss. Cai bem com uma pimentinha ou mesmo com o bom e velho petisco frito do bar. Por fim, a índia, queridinha da casa, é escura (pale ale) e produzida com blend de maltes distintos, como chocolate, por exemplo. Tem maior teor alcoólico (chega a 6%) e sabor mais amargo. É uma refeição por si só. A tendência é que, no fim das contas, o prato a ser pedido dependa da cerveja desejada.

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