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Charles Cosac: matemático das letras

Dono de uma das editoras mais sofisticadas do país, a Cosac Naify, Charles lê muito, mas escreve quase nada

Charles Cosac é apaixonado por arte, religião e sinos, mas estudou matemática
Charles Cosac é apaixonado por arte, religião e sinos, mas estudou matemática Foto: Andréa Graiz

Quando era menino, Charles, herdeiro da família Cosac, proprietária de um império de mineradoras no Brasil, viajava seguidamente a Diamantina e Ouro Preto, em Minas Gerais, e gostava de se pendurar nos sinos das igrejas para ouvi-los badalar.

Fazia, assim, despertar três de suas paixões: sinos, religião e arte. Aos 48 anos, Charles Cosac é proprietário de uma das editoras mais sofisticadas do Brasil a Cosac Naify -, religioso ortodoxo, um dos principais colecionadores de arte do país, e possui diversos sinos (menos até do que gostaria) no seu apartamento de luxo no bairro Higienópolis, em São Paulo. Ele conversou com Donna. Confira os principais trechos.

Donna – Atualmente, a editora Cosac Naify trabalha com diversas áreas, como música, dança e história. Tem alguma área que falta ser abordada?

Charles Cosac - Não. Na realidade, a gente está querendo diminuir as áreas, porque não conseguimos mantê-las. Não tem periodicidade. Se você lança um livro de música, você não pode lançar outro. Só daqui três anos. Ao fechar uma frente que não tem tanto material, fica parecendo uma desorganização da editora, não passa um aspecto legal.

Donna – Quais os planos e projetos da editora para 2013?

Charles - Um dos primeiros lançamentos, que deve ocorrer em meados do ano, é o livro do artista plástico Waltercio Caldas.

Donna – Você já escreveu algo para ser publicado?

Charles - Muito pouco, minha tese de mestrado. Eu já fiz alguns textinhos, mas me considero um escritor medíocre (risos). Estou há 15 anos lendo, tenho muito texto para corrigir e editar. Eu sabia na universidade que não seria professor, jornalista, crítico ou curador de museu. Eu queria trabalhar com arte, mas com algo que não me pusesse tanto em evidência, como abrir uma exposição para mil pessoas. Queria um trabalho mais solitário. O que eu faço é algo quase caseiro, leio o dia todo (risos). A editora tem um negócio que eu gosto muito de cortar, colar, ver, ler junto. Talvez seja uma nostalgia da escola.

Donna – Você é formado em matemática, um mundo nada a ver com este.

Charles - A matemática foi por falta de escolha, uma justificativa que encontrei para morar na Inglaterra. Tinha que arrumar algo para fazer que servisse de justificativa para a família. Eu não falava inglês e fui passar um ano para aprender. Quando este período terminou, encontrei meus pais e disse que queria ficar. A viagem, que era para ser de um ano, durou 15. Eu acho muito duro você pedir para um menino de 17, 18 ou 19 anos escolher o que vai fazer.

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