Cientistas melhoram qualidade de espermatozóides usados em fertilização

Pesquisa argentina consegue separar só células normais para a fecundação

Foto: Diego Vara

Cientistas argentinos desenvolveram um método que melhora as amostras de espermatozoides utilizadas para as técnicas de fertilização assistida.

– A nova metodologia consiste na seleção dos espermatozoides que são usados em um procedimento de reprodução assistida – disse a bióloga argentina Vanesa Rawe.

Rawe, do Centro de Estudos em Ginecologia e Reprodução (CEGyR) da Argentina, líder da pesquisa, explicou que essa seleção está baseada em uma propriedade molecular que têm certos espermatozoides anormais e que consiste na exposição de uma molécula na porção exterior do espermatozoide.

São os denominados espermatozoides apoptóticos aqueles que têm níveis de fragmentação do DNA elevados e que têm uma má previsão para fecundar com sucesso um óvulo e gerar um embrião com possibilidades de implantação, segundo a investigadora.

– Com um filtrado que reconhece essa molécula, é possível enriquecer a amostra de espermatozoides, descartando os anômalos e utilizando só os normais para fecundar óvulos – acrescentou a científica.

Técnicas similares já tinham sido utilizadas na Alemanha para a reprodução animal, mas os cientistas argentinos desenvolveram um método para aplicá-lo a pacientes humanos com problemas de fertilidade.

– Conseguimos pela primeira vez no mundo obter gravidezes com este método e em breve vamos ter nascimentos – destacou Rawe.

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