Cientistas testam terapias com células-tronco para rejuvenescer o rosto e reconstruir os seios

Experiências vêm mostrando bons resultados

Com o coração dilatado, Hannah recebeu um segundo, transplantado
Com o coração dilatado, Hannah recebeu um segundo, transplantado Foto: Malcolm Morgan, EFE

A aplicação de terapia com células-tronco adultas, encontradas em várias partes do corpo, promete transformar a dermatologia e a cirurgia plástica. Médicos e biólogos no Brasil e no exterior têm conseguido em experiências bons resultados na correção de rugas, queimaduras, cicatrizes, calvície e até na reconstrução de órgãos, como mamas e ossos.

Porém, eles afirmam que é cedo para garantir que esses novos tratamentos serão eficazes e seguros, e alertam para os perigos de falsas promessas, como “cremes rejuvenescedores à base de células-tronco” à venda no Brasil. Isso não existe, advertem os especialistas. Há melhora do aspecto da pele, mas a técnica é experimental. As células-tronco adultas podem ser obtidas de tecido adiposo (gordura), geralmente lipoaspirado e descartado.

Já se sabe que células-tronco do cordão umbilical, sob determinadas condições in vitro, podem originar células da pele humana. No I Simpósio Nacional de Terapia Celular e Engenharia Tecidual da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), realizado no início de julho em São Paulo, médicos e cientistas discutiram esse tema e os principais avanços na área. Por exemplo, já existem pesquisas com células-tronco mesenquimais – de distribuição em volta dos vasos e com capacidade ampla de diferenciação – para atenuar o envelhecimento cutâneo. Essas células são preparadas em laboratório e injetadas nas rugas.

– Há melhora do aspecto da pele, mas a técnica é experimental. As células-tronco adultas podem ser obtidas de tecido adiposo (gordura), geralmente lipoaspirado e descartado – diz a médica Neide Kalil Gaspar, professora titular da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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