Cleo Pires diz que não distribui sorrisos e que entende a fama de metida

Em entrevista, atriz fala sobre a carreira e a relação com o pai Fábio Júnior

Atriz diz que atuar é uma grande paixão e não vê a mãe, a atriz Glória Pires, como ídolo
Atriz diz que atuar é uma grande paixão e não vê a mãe, a atriz Glória Pires, como ídolo Foto: Agência O Globo

Com uma mãe e dois pais famosos, era inevitável Cleo Pires crescer e virar mulher sob os holofotes. Vasta e negra cabeleira emoldurando o rosto de sorriso largo e olhar oblíquo, corpo esculpido como que à mão, ela enfeitiça os telespectadores.

Em contrapartida, o jeito de garota descolada, que pouco se importa com a opinião alheia, vem acompanhado da fama de metida. Cleo diz que já se acostumou, que talvez seja por causa da “cara de traços muito fortes”.

Com orgulho, a atriz fala sobre sua primeira protagonista na TV, a Estela de Araguaia, trabalho encerrado neste fim de semana.

Estela é a sua primeira protagonista na TV. Até pouco tempo, você dizia que não havia se decidido pela carreira de atriz. E agora?

Cleo Pires ? Seria um caminho natural, por causa dos meus pais, mas acabei caindo de paraquedas. As coisas foram acontecendo sem eu procurar, e fui tomando gosto. Não sei se isso é dom, mas de alguma forma deve estar no gene. Antes, me sentia constrangida de falar “eu sou atriz”, porque não estudei o ofício. Hoje, atuar é uma grande paixão. Fala com a minha alma, me equilibra, me transforma. Hoje eu consigo dizer “sou atriz e amo o que faço”.

Gloria Pires é uma referência para milhões de brasileiros. Você também a considera um ídolo?

Cleo ? É muito engraçado isso. Sempre fui superprotetora com minha mãe. Mesmo! Morria de medo de alguma coisa acontecer com ela, queria ligar para saber onde ela estava, com quem ela estava, que horas ia chegar. Se ouvisse alguém falar alguma coisa dela, eu virava uma onça! Por isso, quando eu era pequena, ela me chamava de “mamãe”, de zoação, e eu ficava louca de vergonha. Acho que na nossa relação não tem espaço para idolatria. Tem admiração, troca. É uma história de amor.

Vocês acompanham a novela uma da outra, trocam figurinhas?

Cleo ? Minha mãe é a mulher mais ocupada do mundo, parece a presidente do Brasil! Raramente via Araguaia. E eu deixei de assistir a Insensato Coração até a personagem dela aparecer dando a volta por cima. Eu sofria muito.

E como está sua relação com seu pai, Fábio Jr.?

Cleo ? Olha… Está como sempre foi. A gente sempre foi mais afastado. Nosso amor sobrevive e cresce nesse esquema. É que meu pai Orlando (Orlando Morais, cantor) chegou cedo na minha vida. Não tive espaço para cobrar a ausência do Fábio.

Você disse que era superprotetora com sua mãe. E com seu pai? Já sentiu ciúme do Fábio?

Cleo ? Nada! Eu era sempre a primeira a ficar amiga. Sempre acolhia as namoradas, enquanto minhas irmãs ficavam assim-assim. Gosto de convivência, gosto de gente. Se alguém que eu amo traz alguém novo para a nossa vida, vou acolher com o maior prazer. E não sofro com o fim dos casamentos dele. Sei que vai começar e acabar daqui a pouco tempo… Nem me envolvo.

Como Orlando e Fábio lidam um com o outro?

Cleo ? É uma relação civilizada. Eles não são amigos, nunca foram, mas se respeitam.

A fama de metida te incomoda?

Cleo ? Ouvi isso a vida inteira, mas entendo. Tenho uma cara de traços fortes, talvez seja isso. Levo tempo para conhecer, me enturmar. Num primeiro momento, sou educada, mas não distribuo sorrisos.

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