Cléo Pires fala sobre atuação em filme ‘Qualquer Gato Vira-Lata’

Atriz interpreta uma garota apaixonada pelo namorado mulherengo

Em seu quarto filme, Cléo Pires faz uma dupla estreia: Qualquer Gato Vira-Lata (2011) é sua primeira comédia e seu primeiro papel de protagonista no cinema. A bela atriz vive a carioca Tati, garota apaixonada pelo namorado mulherengo, o surfista boa-vida Marcelo (Dudu Azevedo), a quem tenta reconquistar com a ajuda de um professor universitário de biologia, o sisudo Conrado (Malvino Salvador) ? com quem ela acaba também flertando. Conversando com o Donna pelo telefone, a filha de Glória Pires falou como foi a experiência de estrelar a adaptação cinematográfica da peça de sucesso de Juca de Oliveira, que fez quase 1 milhão de espectadores no teatro.

Donna: Como você se sentiu encarnando o primeiro papel principal na tela?
Cléo Pires: Não foi um desafio, na verdade foi uma ajuda. Quando se é protagonista, você tem uma carga de trabalho maior. E isso me proporcionou sair menos do personagem, eu pratiquei mais, o que me ajudou no papel.

Donna: A Tati é bem diferente dos personagens que você já fez, em geral mulheres sedutoras.
Cléo: Não acho a Tati nada sedutora mesmo. A graça é que no início ela está na mão da própria insegurança, mas também é decidida a ponto de pedir a ajuda de um professor para ensiná-la a se dar bem na relação. Tem esse conflito de insegurança e certeza nela, o que leva a personagem a olhar para dentro de si e descobrir o que ela quer de verdade.

Donna: A Tati tem alguma coisa da Cléo?
Cléo: Ela é bem diferente de mim. Claro, todo mundo tem um momento de insegurança como o dela… Mas essa coisa de ir decidida atrás do que ela quer eu também tenho!

Donna: Qual é o segredo para que uma comédia funcione?
Cléo: Uma boa direção resolve (risos). Eu sou muito crítica, todo mundo no filme era, então a ideia era parecer verossímil, não apenas contar uma piada pela piada.

Donna: Sua mãe fez sucesso primeiro na televisão e só agora está fazendo mais filmes, enquanto você começou no cinema e depois foi para a TV. Fale um pouco de sua trajetória.
Cléo: Comecei no cinema aos 19 anos (no filme Benjamim, de 2003), meio por acaso. Já fiz quatro ou cinco novelas. Eu gosto desse equilíbrio entre cinema e TV, são entregas e processos diferentes.

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