Comidas e roupas leves são a receita para as crianças se divertirem no Carnaval

O olhar atento de um adulto também é imprescindível para manter a segurança

As pequenas Brennda e Maria Eduarda Rufino (D), que vão desfilar na escola Imperatriz Dona Leopoldina no Porto Seco, neste sábado, em Porto Alegre
As pequenas Brennda e Maria Eduarda Rufino (D), que vão desfilar na escola Imperatriz Dona Leopoldina no Porto Seco, neste sábado, em Porto Alegre Foto: Diego Vara

Na casa das irmãs Brennda e Maria Eduarda Rufino, tudo rodopia em torno do Carnaval por estes dias. As meninas, de oito e quatro anos, respectivamente, vão participar neste sábado do desfile da escola Imperatriz Dona Leopoldina, atual campeã do Grupo Especial de Porto Alegre. A empolgação e a expectativa das pequenas foliãs mostra que a festa popular favorita do Brasil não tem idade e pode ser divertida para todos adultos e crianças.

Para Brennda e Maria Eduarda ? ou Duda, como ela mesma se chama ?, o interesse pelo Carnaval é consequência natural da paixão do pai, Rodrigo, 30. Ele começou a desfilar aos 12 anos, já passou por escolas como Acadêmicos da Orgia, União da Vila do IAPI e Imperadores do Samba e hoje é mestre-sala da Acadêmicos de Niterói, de Canoas. Assim, praticamente desde nascidas as gurias já sabem que fevereiro é época de ensaios, fantasias e muito samba no pé.

? Elas sempre se interessaram, assistiram aos desfiles e procuraram interagir ? conta Rodrigo. ? Quando preparava minhas fantasias, a Brennda sempre queria uma igual à da porta-estandarte e dançava com o cabo de vassoura na sala.

Rodrigo e a mãe das meninas, Andreluce, contam que Brennda foi, aos poucos, participando cada vez mais ativamente da folia. Chegou a ser rainha de um baile infantil no Lindoia Tênis Clube antes de, no ano passado, enfrentar a avenida pela primeira vez, em Canoas, no desfile da Acadêmicos de Niterói, como rainha mirim. Também no ano passado, ela e o pai assistiram a um curso de mestre-sala e porta-estandarte ? em que, a princípio, Brennda ficou nervosa e chorou, mas depois se soltou a ponto de chamar a atenção dos adultos e ser convidada a ser a porta-estandarte da Dona Leopoldina em 2011.

Tanta movimentação em casa seduziu também a pequena Duda, convidada para desfilar na escola como primeira princesa.

? É o primeiro ano dela ? diz Brennda, faceira com a perspectiva de desfilar com a irmãzinha. ? Acho que ela vai se envolver muito bem.

Para o pediatra Renato Santos Coelho, a participação das crianças em desfiles, festas de rua ou bailes deve obedecer a alguns cuidados para divertir pais e filhos.

? O Carnaval é um evento clássico do Brasil. Se os pais gostam, é legal as crianças participarem também ? diz Coelho.

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