Como conter a ansiedade e não estragar a homenagem de Dia das Mães

Foto: Stock Photos

Há duas semanas, Ana Carolina chegou em casa repetindo a estrofe: não há mamãezinha no mundo mais amável que você. Dia desses, Patrícia Bauermann Mottin, 36 anos, não se conteve e perguntou: filha, que linda a música. É para a festa do Dia das Mães?.

A menina de dois anos ficou estática, tentou disfarçar. Esse era o grande segredo que vinha guardando há dias. Tinha dado com a língua nos dentes. A surpresa seria revelada apenas nesta semana diante de 16 coleguinhas, a professora e as mães.

Será o primeiro Dia das Mães que Patrícia verá os dotes artísticos da filha em público. Em casa, com Maria Fernanda, cinco anos, a irmã mais velha, Ana é desinibida. Na frente de outras pessoas ainda faz beiço e força o choro.

Controlar a ansiedade não é fácil, mas Patrícia, mesmo curiosa para a apresentação, procura deixar a caçula bem à vontade. Experiência ela tem de sobra. Já passou por isso com Maria Fernanda.

– É claro que gera curiosidade, mas tento deixá-las tranquilas e seguras, sem muitas expectativas – diz Patrícia.

Toda essa naturalidade é pregada na escola que as duas frequentam na Capital. A diretora, professora Liacy Bolognesi, explica que opta por fazer todas as apresentações na sala de aula do aluno, e apenas a presença da mãe é permitida.

– Se vem um monte de gente, eles se assustam. É preciso que se crie um ambiente de intimidade. Com os menores de quatro anos nunca se faz nada em palco. É uma festa bem diferente pelo contato da mãe com o filho. Somos contra festas grandiosas por que eles não estão prontos para isso – destaca a professora.

Liacy explica que esse ambiente acolhedor é criado antes mesmo da festa. Inclui atividades realizadas em casa entre mãe e filho, como questionários e atividades sobre a data.

Para a psiquiatra infantil Gibsi Rocha, se não tem como controlar a aflição, que pelo menos não a deixe transparecer. Não é à toa que esse dia mexe tanto com as mulheres.

– Ser mãe é bastante forte. O dia delas, portanto, é como se fosse um reconhecimento de todo o empenho em criar o filho, do amor dispensado e do investimento emocional – destaca a psiquiatra.

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