Como levar o animal de estimação em viagens ao exterior

Antes de pensar em viajar com seu bichinho, veja as medidas burocráticas a serem tomadas

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Foto: Stock Images

Viajar e deixar o animal de estimação com um vizinho ou em um petshop nem sempre é uma opção. Principalmente, para quem vai para outro país e não pode acompanhar de perto o bichinho ou voltar rapidamente no caso de uma emergência. Uma alternativa é levar o melhor amigo na bagagem, mas vale lembrar que o serviço não é para todos os bolsos. A advogada Manoela Amaral, 33 anos, precisou desembolsar só para a passagem até a Holanda US$ 300 por cão, sem falar dos gastos com a documentação e os exames exigidos.  Dentro de uma caixa com espaço mínimo para ficar de pé, longe do convívio com conhecidos e num ambiente estranho entre malas e outras cargas. Foi assim que Olívia, uma buldogue inglês de 3 anos, e Thot, um boxer misturado com sharpei de 5 anos, viajaram no fim de 2011, com a dona, Manoela. O trajeto durou 12 horas e eles ficaram lá por 8 meses.

Para cruzar o continente é preciso obedecer diversas etapas, que vão desde atualizar a carteira de vacinação e ter a assinatura do veterinário, implantar microchip no bichinho até a emissão do Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) feito pelo Ministério da Agricultura gratuitamente. “O melhor é ter antecedência para planejar tudo e conhecer as regras do país e da companhia aérea”, aconselha o administrador e dono de empresa especializada no envio de animais ao exterior, Luis Fernando Oliveira. No caso de Manoela, a viagem precisou ser adiada justamente por causa da documentação.

- As informações no site do Ministério não são claras e os prazos são confusos – critica.

Apesar dos desencontros, a advogada acredita que levar os cães valeu a pena.

- Melhor que deixá-los com alguém ou em algum hotel sem saber se seriam bem cuidados – avalia.

Outra dica importante é saber se o país exige um tempo mínimo de quarentena. Ou seja, um período anterior à partida de observação do animal, no próprio lar, para ver se ele desenvolve alguma doença. Apesar do nome, a espera é maior que 40 dias. O prazo máximo exigido, geralmente, é de seis meses, como é o caso da Irlanda. Já a Holanda, não exige esse tempo prévio, mas segue praticamente as mesmas regras da União Europeia.

Existe, ainda, a opção de viajar separado do animal, no entanto, o serviço requer mais planejamento.

- Quando o animal vai sem o dono, as restrições e as regras para o cachorro são maiores e se torna mais oneroso para a companhia aérea levar um cão no lugar de algumas bagagens – explica Oliveira.

A companhia aérea também pode determinar o número máximo de animais no compartimento de carga do avião, na maioria dos casos, são permitidos até três. Além disso, a empresa pode ter restrições quanto à raça do cão ou do gato, como é o caso da Gol. Assim como em voos domésticos, os animais de pequeno porte podem viajar na cabine junto com os donos, desde que dentro de caixa apropriada para transporte.

Veja alguns procedimentos necessários:

- Carteira de vacinação atualizada, assinada pelo médico veterinário, com: vacina antirrábica, que é obrigatória para animais com mais de 120 dias e deve ter sido aplicada há mais de 20 dias e há menos de um ano.

- Atestado de sanidade animal fornecido pelo veterinário, que deve conter: raça, nome do animal, origem (no caso de pedigree), estado geral e nome do proprietário. O prazo de validade do atestado é de três dias a partir da data de emissão.

- Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) – emitido pelo Ministério da Agricultura, gratuitamente. Demora em torno de 48 horas e tem validade de oito dias, podendo ser estendida. Alguns países também exigem a retirada de passaporte para o animal de estimação, como a Holanda.

- No momento do embarque e desembarque, os documentos exigidos para o trânsito internacional devem ser apresentados juntamente com o animal.

- Se faltar alguma documentação, o animal deve ser devolvido ao país de origem, ficando a responsabilidade inteiramente com a companhia aérea que fez o transporte.

- Quanto ao retorno do animal para o Brasil será necessário que os proprietários consigam um CZI no país em que se encontra para voltar, pois o CZI emitido pelos fiscais sanitários brasileiros não terá mais validade, além de ser obrigatório o visto consular conseguido na Consulado Brasileiro antes que o animal embarque.

Fonte: Portal do Ministério da Agricultura

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